O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 01/10/2020
No auge dos anos 1980, o vírus HIV, transmitido principalmente através da relação sexual desprotegida, acometeu grande parte da população brasileira, a qual morreu em decorrência da AIDS. Na época, a doença causada pelo vírus ainda não possuía cura, e embora até hodiernamente não haja uma recuperação total do indivíduo portador, pouco se é falado sobre os perigos e o aumento do número de casos de infecções sexualmente transmissíveis. Dessa forma, é necessário analisar as causas e consequências da expansão de casos de IST’s, como a AIDS, e maneiras de mitigar essa problemática.
Mormente, é válido ressaltar que a falta de diálogo sobre o assunto impede que o imbróglio seja solucionado. Parafraseando o teórico Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, e no que tange ao aumento das IST’s, a educação é essencial para impedir que esse progrida. Entretanto, o tema ainda é tratado como um tabu, havendo escassez de diálogos sobre prevenção ou conscientização sobre os prejuízos do ato sexual desprotegido. Por conseguinte, principalmente os mais jovens, que precisam de orientação tanto da escola, quanto da família, ficam suscetíveis ao acometimento dessas doenças, por estarem desprovidos de conhecimento.
Ademais à questão supracitada, o estereótipo em relação à terceira idade é um fator que impede que a sociedade enxergue outra perspectiva em relação ao aumento das IST’s. Segundo conceitos da geografia, a população brasileira já passou por um dos estágios da transição demográfica, o qual há aumento da expectativa de vida, e somado ao avanço da medicina, a população idosa é cada vez mais ativa. Todavia, ainda que seja nítido o atual envelhecimento saudável, essa parcela do contingente demográfico brasileiro ainda fica à margem do prejulgamento de que são incapazes. Dessa forma, pouco se é debatido sobre as relações sexuais sem proteção perante os idosos, segregando-os de receber auxílio quanto à problemática.
Destarte, é incontrovertível que o aumento das IST’s é uma realidade no cenário tupiniquim e suas causas precisam ser minimizadas. Portanto, urge que o Ministério da Educação, em parceria com a mídia, promova programas educacionais, tanto nas escolas, quanto na rede televisiva. Nesse contexto, podem-se fornecer aulas com profissionais para os jovens, orientando-os em relação à educação sexual, assim como, na rede televisiva brasileira, haja programas e propagandas, para todas as idades, que aconselhem sobre os riscos de infecções sexualmente transmissíveis. Com isso, o percalço será mitigado e a população brasileira se tornará mais consciente.