O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 14/10/2020
O conceito de entropia, da Física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. Destarte, fora das ciências da natureza, evidencia-se a configuração de um problema entrópico no referente à ascendência de infectados por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) no Brasil, em virtude das políticas deficientes do Estado e da imprudência social.
Antes de tudo, as políticas governamentais de controle desses casos são insatisfatórias. Assim, de acordo com dados divulgados pelo Unaids, o Brasil vai contra a média mundial de queda e fora registrado, entre 2010 e 2018, um aumento de 21% no número de portadores de HIV. Desse modo, esse acréscimo demonstra que as políticas brasileiras para o controle desses casos são insuficientes, porque, geralmente, o foco do Estado fica nos postos de saúde e na oferta de tratamentos, mas as informações de alerta de prevenção e da alta periculosidade dessas doenças dificilmente chegam para toda população. Ademais, a negligência da população nessa questão também é notória e preocupante. Nesse sentido, o filósofo francês Jean-Paul Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois ele seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade em relação à disseminação de DSTs no país, visto que devido ao avanço das novas formas de tratamento e da ausência de informações, as pessoas criaram o imaginário falso de que essas enfermidades estão controladas e que, se forem adquiridas, elas seriam tratadas facilmente com a administração de remédios e outros tratamentos.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para amenizarem o quadro atual. Assim sendo, o Ministério da Saúde, juntamente ao apoio de entidades escolares, deve, por meio de verbas públicas, incluir na grade escolar aulas de educação sexual, nessas aulas seriam abordados assuntos como os sintomas das DSTs, a forma adequada de usar preservativos, incentivos à testagem frequente, além de assistência psicológica para os alunos portadores dessas enfermidades e, a partir disso os alunos passariam os conhecimentos adquiridos para os seus responsáveis e abrangeriam mais setores sociais. Em síntese, por meio dessas ações, essa problemática poderia começar a ser combatida na nação.