O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 31/10/2020
“Eu vejo o futuro repetir o passado” é parte de uma das músicas de Cazuza, expoente cantor da década de oitenta que faleceu devido a Aids. Todavia, a falsa impressão de que infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são algo antigo corrobora para que o número de infectados da geração hodierna seja tão elevado quanto do passado do artista, o que causa danos colaterais à sociedade, em especial no que concerne à falta de conscientização e ao gasto público elevado. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.
Vale ressaltar, em primeira instância, que a desinformação é nociva para a qualidade de vida da população. Sob está ótica iminente, a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira divulgou que sessenta porcento dos jovens tem relações sexuais sem preservativo durante o ano. Nessa lógica, essa banalização da prevenção, causada por desconhecimento das consequências, acarreta em sequelas físicas e psicológicas graves, com doenças e até casos de morte. Dessarte, é medular ampliar as informações sobre as infecções. Outrossim, a sobrecarga do sistema público de saúde contribui para a questão.
Consoante a isso, a Organização das Nações Unidas relatou que, somente com AIDS, foram gastos quase vinte bilhões de dólares no ano passado. De maneira análoga, a quantia investida no tratamento desses e outros casos, muitos deles preveníveis, poderia ser redirecionada para o desenvolvimento do país em diversos outros setores (como educação e tecnologia), sendo também a prevenção mais barata para o Poder Público do que o tratamento. Destarte, revela-se a imprescindibilidade de ampliar as campanhas de prevenção de ISTs.
Portanto, com o fito de orientar o corpo social sobre o problema, o Ministério da Saúde, responsável por manter e promover a saúde pública, deve fazer com que ocorra a redução do índice de novos casos de ISTs por meio de mensagens educativas em novelas, filmes e teatros, programas esses que abrangem todas as classes, ressaltando e alertando devidamente sobre as consequências nocivas das infecções no organismo e no sistema público, além de como prevenir mais casos. Assim as futuras sociedades não serão mais uma repetição da época de Cazuza.