O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 16/11/2020
Um dos assuntos mais abordados e que geram inúmeras discussões é o aumento de infectados por doenças sexualmente transmissíveis. A nova geração perdeu o medo e isso torna-se um fator preocupante, pois, a cada dia o índice de pessoas contaminadas sofre uma ampliação alarmante, proporcionando mudanças significantes na vida dos portadores.
Cabe mencionar que, o comportamento inadequado dos jovens diante do sexo sem preservativos é cada vez mais indiferente. Segundo dados da UNAIDS (programa conjunto da ONU sobre HIV), afirma que houve um crescimento de 11% entre 2010 e 2015 no Brasil de infectados. Outro dado, extraído da mesma fonte, revela que adolescentes entre 15 a 25 anos, em sua maioria, optam por sexo sem preservativos, e depois recorrem à pílula do dia seguinte. É importante esclarecer que a pílula do dia seguinte não impede o contágio de enfermidades sexuais, além de que deveria ser usada apenas em casos extremos, já que pode funcionar como uma bomba de hormônios que, em circunstâncias de uso casual, trazem sérios problemas à saúde da mulher.
Vale ressaltar que com a não utilização dos preservativos, outro fator que corrobora para o crescimento dos casos, é a falta de diagnóstico. O Ministério da Saúde estima que mais de 20% dos portadores de HIV no Brasil desconhecem ter a doença. Portanto, a ausência de tratamento destas pessoas aumenta a probabilidade de que outras sejam infectadas. Portanto, cabe aos governos municipais e estaduais, junto ao Ministério da Saúde a instituição de campanhas, que mostrem os benefícios da prevenção dessas doenças. Não menos importante, é a implantação de programas nas Unidades de Saúde com o fornecimento de preservativos e orientação de jovens e adolescentes sobre o sexo seguro. Por fim, o papel da escola na promoção desse debate, ainda é um dos caminhos mais curtos e seguros para enriquecer os jovens na formação de uma adequada educação sexual.