O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 17/11/2020

Na década de 1980, o surgimento da Aids espantou o mundo pelo seu alto poder destrutivo na individuo doente. Apesar do desenvolvimento de estudos acerca dessa enfermidade e do livre acesso a essas informações, na contemporaneidade, a DST ainda afeta milhões de pessoas ao redor do globo. Fatores de caráter educacional, bem como cultural, expressam o dilema dessas doenças no Brasil.

Em primeira análise, cabe ressaltar a negligência acadêmica quanto à abordagem do tema nas salas de aula. Segundo o filosofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, e as escolas brasileiras falham no ensino aplicado. A ausência de projetos no meio estudantil voltados para a prevenção das DST´s, muitas vezes motivada por uma visão conservadora do papel escolar, fomenta um comportamento inconsequente dos estudantes. Tal fato pode ser ratificado por dados do estudo realizado pelo G1, que o número de jovens, entre 13 a 24 anos, com HIV (AIDS) aumentou em 40% nos últimos 10 anos.

Outrossim, é importante ressaltar que as DST´s é um grande tabu na sociedade, em especial a AIDS, porque foi considerada uma doença homossexual por muitos anos. Assim, muitos jovens têm vergonha de fazer os testes ou não tem informação sobre eles, seja pela falta de conhecimento dos pais ou de companhas de conscientização nacional mais abrangentes sobre as medidas públicas de saúde. Por exemplo, poucas pessoas sabem que existem testes gratuitos para AIDS, sífilis e hepatite B pelo SUS e a existência da PEP (profilaxia pós-exposição) para o vírus HIV.

Em suma, torna-se evidente que a influência de fatores educacionais e culturais na sociedade causam problemáticas. Nesse viés, cabe às escolas, em consonância com ONGs da área, desenvolver projetos e ações voltados para a prevenção dessas doenças. A ideia é, a partir de palestras e debates nas salas de aula, além de campanhas nos postos de saúde, minimizar a incidência de DSTs entre os brasileiros. Paralelamente, a mídia, enquanto difusora de novos comportamentos e opiniões, deve orientar a população acerca dos riscos de contração dessas enfermidades e é preciso que o Governo Federal distribua materiais educativos nos postos de saúde e sobre os testes de detecção de DSTs oferecidas pela rede pública e como são realizados. Tal medida deve contar com propagandas educativas nos veículos de comunicação a fim de desconstruir estereótipos sobre essas doenças.