O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 16/11/2020

Com a chegada de portugueses no território brasileiro, ocorreu a propagação de doenças sexualmente transmissíveis entre índios e colonos. Consequentemente, levando populações de indígenas a morte. Não distante da atualidade, brasileiros vem sofrendo com o aumento de IST’s. Nesse contexto, o perigo de DSTs se torna um desafio ao Brasil e persiste, devido a falta de educação sexual e o tema ainda ser tratado como tabu.

Em primeiro lugar, a ausência de educação sobre o sexo se torna um impasse na resolução do problema. De acordo com o filósofo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Sob essa lógica, no processo de formação do indivíduo, é necessário o conhecimento de uma vida sexual segura. No entanto, quando a população não recebe informações sobre infecções sexualmente transmissíveis, é propenso que doenças como AIDS, herpes, clamídia ou HPV sejam disseminadas a mais pessoas e trazendo diversos riscos a saúde.

Outrossim, o preconceito ao diálogo acerca das relações sexuais é uma barreira. Nessa perspectiva, conforme o sociólogo Durkheim o fato social é a maneira coletiva de pensar. Dessa maneira, é possível perceber que o aumento de DSTs é fortemente influenciado pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem em um contexto social no qual o sexo é um tabu, a tendência é adotar um comportamento de aversão ao assunto. Assim, torna-se complexo que os cidadãos passem a buscar prevenção e tratamento.

Depreende-se, portanto, a relevância de discutir sobre DSTs. Logo, é mister que o Estado tome providências para superar o cenário atual. Para que as  doenças sexualmente transmissíveis sejam combatidas, urge que o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação faça projetos de conscientização acerca do perigo de ISTs, por meio de aulas de educação sexual, com temas de prevenção e formas de procurar tratamento. Dessa forma, a transmissão desses patógenos permaneça no passado brasileiro.