O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 01/12/2020

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de infecções por HIV aumentou 21% nos últimos 8 anos no Brasil. Assim, tal dado ilustra a realidade do país, marcada pela elevada reincidência de diversas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Isso se deve, principalmente, ao preconceito social e à falta de educação sexual.

Nesse sentido, é fundamental ressaltar o preconceito presente na sociedade brasileira como um fator que contribui, diretamente, para o aumento de infectados por DSTs. Dessa forma, parte da  sociedade ignora os riscos de infecção, pois o imaginário popular ainda é marcado pelo preconceito dos 80, que associava as DSTs aos homossexuais e às pessoas “libertinas”. Dessa maneira, tendo em vista que o maior aumento no número de contaminações por HIV ocorre em heterossexuais, de acordo com a OMS, tal discriminação é irreal para o contexto atual. Portanto, medidas de conscientização, sobre os riscos reais de contrair  doença, bem como sobre o desnecessário preconceito são imprescindíveis.

Ademais, é de extrema importância salientar a falta de educação sexual nas escolas brasileiras como um aspecto que contribui, significativamente, para o aumento de infectados por DSTs. Desse modo, por viverem em um contexto em que são raras as mortes por tais doenças (devido à eficiência dos tratamentos), os jovens, de uma forma geral, apresentam um comportamento sexual marcado pela falta de preocupação, bem como de proteção em suas relações. Assim, devido à falta de conhecimento e de orientação 66,2% dos adolescente não usam preservativos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que colabora para o aumento dos infectados por DSTs no Brasil.

Logo, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas, por meio das redes sociais, a exemplo o Instagram, com o intuito de conscientizar a população, em especial a porção heterossexual, acerca dos riscos das DSTs e de romper com os antigos preconceitos. Além disso, é função do Estado orientar os jovens, por via da implementação da educação sexual nas escolas, colocando-a como disciplina obrigatória, a fim de alertar sobre os riscos das DSTs, seus inúmeros malefícios e, principalmente, as formas de prevenção, para reduzir, de fato, o número de infectados.