O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 05/01/2021

A aids é uma doença autoimune de ingerência direta ao sistema imunológico do paciente, a qual é, sobretudo, transmitida nas relações sexuais, de modo que somente o uso de preservativos é capaz de evitar a infecção do parceiro. Contudo, no Brasil, a incidência de casos cresce, e as tentativas de resolver essa situação são minadas pela indústria pornográfica e pelo tabu acerca da aids.

Primeiramente, afirma-se que, conquanto unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) ofereçam, gratuitamente, camisinhas masculinas, a pornografia incita o desuso de tais, fortalecendo o problema. Isso acontece, pois, com fins audiovisuais, a indústria de conteúdos pornográficos evita o uso de preservativos, o que constrói, na compreensão do telespectador, um desprezo diante do uso de camisinha. Essa realidade é evidente não só porque o Brasil é um dos países que mais consomem esses conteúdos, mas também por se associar à manipulação e a massificação de ideais por meio de um produto cultural: uma noção da “Indústria Cultural”, principalmente, proposta pelos pensadores da escola de Frankfurt. Logo, preservativos são desprezados, e a aids acentuada.

Ademais, há uma barreira social ao diálogo sobre essa enfermidade, o que foi ressaltado em “Sex Education”. Analogamente à realidade, essa série da “Netflix” se aproxima dos indivíduos ao ilustrar como o diálogo acerca das relações sexuais é socialmente tolhido, mostrando o desentendimento dos personagens. Nessa lógica, se as pessoas têm dificuldades para conversar sobre, por exemplo, a aids, a falta de informações para a prevenção,  bem como o subjugamento dessa enfermidade, intensifica as suas chances de transmissão.

Portanto, é essencial extirpar ambos desafios na resolução do problema da transmissão da aids. Para tanto, compete, no Brasil, ao Ministério da Saúde, em associação com a seara midiática do país, o dever de elaborar e pragmatizar um projeto que, por meio das redes de televisão e dos jornais, ofereça informações e instruções acerca da importância do preservativo e da prevenção à aids. Com isso, pretende-se coibir o desfavor da indústria pornográfica diante da camisinha e abrir margem ao diálogo e à troca de conhecimento sobre a aids. Desse modo, livrar-se-á da manipulação preconizada pela “Indústria Cultural”, do tabu que remete a “Sex Education” e do crescimento das transmissões dessa doença autoimune.