O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 26/10/2021

Na biologia, reprodução significa dar continuidade a espécie, portanto, necessária aos seres vivos. Entretanto, essa necessidade há de ser manejada com cuidado, pois doenças provenientes da copulação podem surgir e até arruinar vidas, são as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Nesse sentido, infere-se o cuidado imprescindível para o esquivamento dessas efermidades. Com isso, a educação sexual e a distribuição de métodos contraceptivos devem se fazer presentes em sociedade, a fim de evitar a disseminação das doenças e a morte de indivíduos.

Nessa perspectiva, é notória a precariedade do ensino sexual no Brasil. Segundo o site de notícias “UOL” no ano de 2016, 6 em cada 10 jovens entre 16 e 24 anos tiveram relações sexuais sem o uso da camisinha, metódo contraceptivo mais eficaz contra as DSTs. Além disso, cerca de 22% dos entrevistados afirmaram que achavam que o vírus da AIDS tinha cura, denotando uma desinformação preocupante acerca dos cuidados sexuais. Não obstante, familiares e instituições de ensino pouco orientam os jovens sobre a indispensabilidade da prática do sexo consciente.

Outrossim, a negligência do Estado em relação a distribuição de métodos contraceptivos torna-se um obstáculo na busca pelo fim das DSTs. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, são mais de 5 milhões de infecções causadas por doenças como a sífilis e a gonorreia na população sexualmente ativa. Ademais, apenas uma pequena parcela da população adere às camisinhas disponibilizadas nos postos de saúde, em que as mesmas incontáveis vezes são encontradas em situações precárias. Em suma, milhares de pessoas falecem por conta da irresponsabilidade do governo acerca da saúde sexual da população.

Em resumo, urge a necessidade de uma interferência governamental nos assuntos que tangem a contenção da disseminação das doenças sexualmente transmissíveis. Portanto, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela política nacional de saúde, deve rever a distribuição de preservativos e melhorar a qualidade dos mesmos. De maneira análoga, cabe ao Ministério da Educação, encarregado de gerir a educação no Brasil, aprimorar a educação sexual dos jovens, por meio de palestras com profissionais da saúde e interação com preservativos, a fim de ensiná-los o seu manuseamento. Por conseguinte, unindo as forças dos Ministérios citados, será possível uma drástica redução no número de infectados por DSTs no Brasil.