O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 13/05/2022

Nas últimas duas décadas, nota-se que a medicina teve avanços exponenciais, focando principalmente na atenção primária da saúde. Em contrapartida, apesar de tais avanços, o número de doenças sexualmente transmissíveis estão crescendo, constituindo uma grave problemática. Dessa forma, torna-se de extrema importância a realização de uma análise das principais causas da situação vigente: banalização da educação sexual e falta de atenção do Estado à questão.

Primordialmente, um entrave é o crescimento de movimentos contrários - especialmente por pais- ao diálogo sobre as DSTs. O debate sobre tal tema, segundo o livro Sexualidade Infantil, é de muita relevância para a prevenção contra doenças transmitidas sexualmente. Sob essa lógica, calar-se diante desses assuntos contribui diretamente para o oposto do desejado: alertar sobre os riscos e as maneiras de se cuidar corretamente. Logo, é necessário reverter a conjuntura existente.

Além disso, a inobservância estatal é um fator contribuinte para o que está acontecendo no Brasil. De acordo a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos possuem o direito do acesso à saúde. Em paralelo, se os números de casos de AIDS, sífilis e herpes estão em crescimento, conclui-se que, nem todos indivíduos estão desfrutando do sistema único de saúde. É, então, inadmissível que tal impasse tenha permanência.

Desse modo, o governo federal, por meio da mídia, deve implementar ações a fim de controlar o aparecimento de novos casos de pessoas contaminadas por DSTs no país: campanhas em instituições de ensino sobre a importância da prevenção juntamente com a distribuição de preservativos e criação de um calendário com a finalidade de promover rodas de conversa em unidades básicas de saúde e hospitais sobre uma nova doença todo mês, assim, todos pacientes presentes serão alertados sobre todos os riscos presentes em cada infecção. Espera-se, com isso, combater todos desafios encontrados para resolver os problemas citados.