O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 01/10/2017
O autor alemão Johann Goethe afirmava que o Estado necessita, sobretudo, de governantes corajosos. Assim, diante do aumento de infectados por doenças sexualmente transmissíveis é urgente a adoção de medidas para mudar esse cenário. Contudo, o conservadorismo da sociedade brasileira e o desconhecimento de tais doenças por segmentos da sociedade são barreiras que para serem superadas exigem a coragem dos dirigentes do país.
Observa-se, primeiramente, que falar sobre sexo ainda gera muita polêmica no Brasil, principalmente, quando se discute sobre as DSTs. Os portadores dessas patologias, por exemplo, acabam sendo vítimas de preconceitos, recebendo muitas vezes o rótulo de promíscuos. Consequentemente, vários desses indivíduos têm receio de procurar tratamento médico adequado, podendo assim infectar outras pessoas.
Verifica-se, ainda, que a ignorância de parte da população sobre essas doenças e o processo de contaminação intrinca o combate a elas. Pesquisas recentes apontam que cerca de 21,6% dos jovens, principais afetados por essas DSTs, acham que a Aids tem cura. Tal dado alarmante unido com a resistência, que ainda persiste, ao uso do preservativo são ingredientes para aumentar a epidemia dessa e de outras enfermidades no país.
Depreende-se, portanto, que o aumento do número de infectados por doenças sexualmente transmissíveis é preocupante pois pode acarretar epidemias no Brasil. Assim, cabe ao Estado investir nas campanhas de prevenção nos meios de comunicação e nas ruas, espalhando, por exemplo, preservativos, cartilhas com orientações. Além disso, as escolas do país podem montar aulas de educação sexual para orientar os jovens, ajudando a esclarecê-los sobre muitas dessas patologias.