O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 01/10/2017

As campanhas sobre prevenção as DSTs, são mais intensas em época de Carnaval, que tem também, como objetivo prevenir a transmissão do vírus HIV, já que em todo o país, estimasse que pelo menos 112 mil pessoas estão infectadas pelo mesmo e não sabem. Mas com o aumento do número de infectados por esse vírus e por outras doenças que acabaram no esquecimento da população tem crescido cada vez mais, mostra que o Governo deverá ampliar o prazo de intensificação dessas campanhas.

Ao ser lançando em, setembro de 2017, o clipe “Corpo Sensual” da cantora Pabllo Vittar feito em parceria com o Ministério da Saúde, gerou polêmica, já que a artista insinuou que usaria um preservativo numa possível relação sexual com o seu parceiro. Por ela ser uma Drag Queen, o público achou que seria desnecessário o uso do mesmo, já que “não haveria a possibilidade dela engravidar”. Uma linha de raciocínio que choca, pois mostra que o brasileiro ainda não tem a consciência de que a camisinha previne além de tudo, uma DST. Isso explica o porque de, num modo geral, a contaminação  de doenças por via sexual tem crescido tanto nos últimos anos.

No ano de 2013, foi aprovada pelo MEC ( Ministério da Educação ) o uso da cartilha de educação sexual nas escolas, destinadas a crianças entre 6 e 12 anos. Essa cartilha tinha como objetivo educar crianças sexualmente, com acompanhamento de pedagogos e psicólogos, exemplificando e explicando sobre o ato sexual, prazer e masturbação. Porém, o conteúdo gerou mal estar entre pais e responsáveis, e a cartilha caiu em desuso. O ocorrido ilustra facilmente como é deficiente o dialogo , entre pais e filhos, sobre sexualidade, e como esse tabu interfere até mesmo na educação que as crianças deveriam receber no ambiente escolar.

Pode-se perceber, portanto, que a ausência de informação e educação sobre os riscos que as DSTs podem trazer é um dos fatores que tem contribuído para que a propagação das mesmas tenha aumentado em números gritantes. Para que seja possível a erradicação desse problema, é necessário que  o Poder Legislativo crie uma lei que exija o retorno da cartilha de educação sexual, mas que dessa vez atinja também, principalmente, jovens adolescentes. E que para aplicar a cartilha, exista também um sistema educacional para capacitar educadores a abordar o assunto em sala de aula. Ademais, é preciso que o Governo implante um programa social que tenha como público-alvo jovens e familiares, com psicólogos e agentes de saúde, como enfermeiros e médicos, para mostrar a importância de se falar sobre educação sexual e romper preconceitos.