O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 02/10/2017
Em alguns países da África, existe a errônea ideia de que pessoas infectadas com o vírus da AIDS, caso se relacionem como crianças virgens e soronegativo, estarão livres da imunodeficiência, o que na realidade, não ocorre e só aumenta o número de infectados. No Brasil, apesar do acesso facilitado à conteúdos informativos, na chamada Era da Tecnologia, e dos esforços governamentais no incentivo ao uso de preservativos, o aumento nos casos de DSTs é uma preocupante realidade.
Hodiernamente, doenças sexualmente transmissíveis, acometem pessoas de todas as classes sociais e idades. No entanto, destaca-se a contaminação dos mais jovens, que segundo dados do Ministério da Saúde, na faixa dos 20 aos 24 anos, a taxa na detecção de HIV quase dobrou em dez anos, sendo 33,1 casos por 100 mil habitantes, em 2015. Esse aumento expõe uma das razões das DSTs terem readquirido sua importância como grave problema de saúde pública. É válido esclarecer que os prejuízos aos portadores dessas doenças são muitos, uma vez que fragilizam o organismo, tornando-o suscetível à uma série de doenças oportunistas, como tuberculose, gripe e linfomas.. Com isso, a demanda por atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) é incrementada, cooperando na superlotação de hospitais. Ademais, discriminação dos portadores, profissionais despreparados para o atendimento e falta de medicamentos fazem parte da triste realidade dos infectados por DSTs no Brasil.
Embora o acesso à informação seja facilitado, a falsa ideia de que nunca serão acometidos por essa problemática, retira o medo e os cuidados de uma relação sexual segura. Outrossim, a evolução no tratamento de doenças como o HIV, tirou a imagem de “sentença de morte” da doença, que mesmo sem existir cura, já não assusta muitas pessoas.
O filósofo Dostoievsky diz que a consciência é uma doença incurável. Em suma, das doenças incuráveis, que seja a consciência a portadora de maior número de infectados. Para isso, médicos e psicólogos devem, em parceria com o Ministério da Educação, elaborar palestras didáticas em colégios e universidades, alertando para a importância do uso de preservativos, e reiterando os perigos de se conviver com DSTs. Mídias televisivas devem elaborar novos filmes e novelas dissertando acerca dos dramas referentes aos portadores de DSTs, levando informação aos telespectadores. Ademais, o Ministério da Saúde deve facilitar a distribuição de preservativos em postos de saúde, além de realizar parcerias público-privadas com farmácias para dinamizar a distribuição desse recurso, oferecido pelo governo, gratuitamente. É preciso reestabelecer a ideia de que, além de danoso, é um risco à vida relacionar-se de maneira desprotegida. Assim, que seja a incurável consciência dos perigos relacionados às doenças sexualmente transmissíveis, a portadora de maior número de acometidos.