O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 01/10/2017

Mesmo fora de moda a camisinha ainda é a unica solução.

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são doenças infecciosas transmitidas, sobretudo através do contato sexual sem proteção. Apesar das informações sobre as DSTs circularem livremente, especialmente hoje em dia por causa das redes sociais, o jovem brasileiro não se preocupa em se prevenir o que engendra um aumento significativo no número de casos na população.

No século XV, a sífilis causou uma das primeiras epidemias globais, com milhares de mortes por toda a Europa. A descoberta da penicilina, o antibiótico usado para exterminar a bactéria, em 1928, contribuiu para diminuir a disseminação da doença nas décadas seguintes. Um reforço importante ao combate à doença foram as campanhas para aumentar o uso do preservativo, que ganharam força com a descoberta do vírus da AIDS. Mas parece que o medo dessas doenças deixou de existir com o passar do tempo.

Um fator determinante para o aumento da transmissão das DSTs é a negligência com o uso da camisinha, de acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, cerca de 60% das pessoas não utilizam preservativos, sendo que a grande parcela não reconhece os sintomas como o da sífilis ou não entende a irreversibilidade da AIDS. Apesar dos preservativos ao alcance e de graça nos postos de saúde muitos insistem no sexo sem proteção por alegações como: redução do prazer, ser difícil de colocar e etc.

Outro motivo está na diminuição da preocupação ou do descuido da população. Com a evolução no tratamento do HIV, por exemplo, a AIDS deixou de ser sentença de morte. Apesar de não se conseguir a cura, os remédios fazem com o que a doença se torne crônica, administrável. O indivíduo consegue conviver com o vírus, e isso certamente elevou a diminuição dos hábitos que vinham sendo criados principalmente na década de 1990. Essa espécie de negligência, muitas vezes inconsciente, tem a ver também com o fato de as DSTs parecerem coisa do passado.

A conscientização da população pode mudar se forem intensificadas ações específicas e direcionadas para cada grupo, pois o risco a que cada um se expõe é diferente. Sendo assim, faz-se necessário a criação de feiras em conjunto com o governo e a secretaria da saúde que levem a população o acesso aos exames que diagnostiquem esses tipos de doenças, com bases móveis em locais movimentados aumentando a informação e a busca pelo tratamento. E também é importante uma maior disseminação de conhecimento do assunto por meio de ações midiáticas, enfatizando que a única forma ainda de se prevenir é usando o preservativo.