O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 01/10/2017
A revolução tecnológica vivenciada no final do século XX e que se permeia pelo século XXI, proporcionou ao homem inovações médicas e farmacológicas, favorecendo o bem estar e aumento da qualidade de vida. Em contrapartida, a mudança do comportamento sexual entre jovens e adultos, possibilitou, na sociedade brasileira, o aumento dos números de casos de DSTs (DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS), configurando-se como problema de saúde pública no país.
Apesar da intensa circulação de informações e fatos sobre as DSTs, a falta de preocupação sexual ainda é presente no cotidiano de muitos jovens e adultos pelo Brasil. Dados do Ministério da Saúde comprovam que no período entre 2005 e 2015, a taxa de detecção de tais doenças mais que dobrou, partindo de 16,1% para 33,2% dos casos. Nesse sentido, é possível perceber que o comportamento sexual do brasileiro não segue as recomendações de prevenções propostas pelas entidades de saúde.
Em segunda análise, pode-se verificar, que a tecnologia também apresenta sua contribuição para esse aumento. Com o advento dos aplicativos e sites de encontro, é esperado o crescimento de contato sexual entre os usuários destes serviços. Dessa forma, deixando-se levar pelo momento de excitação sexual, muitos indivíduos abrem mão da proteção e praticam suas relações sem cuidado, expondo-se aos possíveis riscos.
Torna-se evidente, portanto, que o aumento do número de casos de DSTs no país, está relacionado às mudanças no comportamento sexual do brasileiro. Nesse contexto, nota-se a necessidade de que secretarias de saúde em consonância com universidades promovam palestras em empresas e escolas, a fim de proporcionar o conhecimento sobre as doenças e suas formas de prevenção e estimular o debate social. Cabe ao Ministério da Saúde, promover na internet e redes sociais, campanhas voltadas para seus usuários, estimulando a pratica de atividade sexual segura, visando conscientizar sobre os riscos e dessa forma diminuir os contágios.