O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 01/10/2017

Pesquisas recentem apontam dados alarmantes sobre o aumento de infectados por DSTs no Brasil. No estado do Acre, por exemplo, em 3 anos a taxa de sifilíticos cresceu 96%. Esta alta reflete diretamente a ausência de prevenção, deliberadamente negligenciada por cerca de 60% dos jovens brasileiros. Imaturidade ou excesso de confiança?

O sociólogo francês Emille Duckheim buscou explicar especificidades do comportamento humano em sua teoria do “fato social”. Segundo esta, somos submetidos a uma série de atitudes coercivas a fim de possibilitar uma vivência em sociedade. A prática da relação sexual desprotegida fere este equilíbrio, pois poderá trazer prejuízos a nível individual e coletivo.

Os jovens representam o cerne da questão por serem os mais expostos. Contudo é incompreensível em uma geração conectada em sua essência, dispondo de tamanha quantidade de informação, represente ainda em 21% o número dos que acreditam na já existência da cura para a AIDS.

É benéfico a todos a disseminação de informações que levem a uma vida saudável, no entanto, é dever do Estado fornecê-las integralmente. O conhecimento deverá atingir todas as camadas sociais e faixas etárias. Equipes de saúde deverão incitar no cidadão comum a curiosidade sobre prevenção e saúde sexual, através de mutirões de promoção à saúde situados em lugar de grande aglomeração popular. Na ocasião, é importante que sejam realizados testes rápidos, e quando necessário, direcioná-los a tratamento adequado a fim para aumentar a efetividade da ação.

Assim como no “fato social” de Duckheim, a utilização de preservativos contra DSTs deve ser encarada como uma medida coercitiva, obtida em prol de um bem coletivo. Sua utilização não deverá ser tratada meramente como uma opção, mas sim como meio para um fim. É preciso que a população esteja ciente dos riscos e não encare a relação sexual desprotegida como recreação, mas conheça suas implicações.