O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 02/10/2017

Durante o século XX, a Revolução Sexual, ocorrida na década de 1960, incentivou a liberdade e contribuiu para a propagação de doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis. Décadas mais tarde, a partir da  descoberta do HIV, vírus da AIDS, houve diversos avanços no tratamento dessas patologias. Esses fatos causaram mudanças que afetam até hoje o comportamento da população quanto às dst’s, que atingem milhares de brasileiros todos os anos.

É certo que o uso de preservativos é indispensável para a prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis, porém dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 30% dos jovens brasileiros não os utilizam durante as relações, o que está causando um grande aumento no número de infectados. Uma das explicações para isso é a falta de medo dessa população, pois sabem que, caso contraiam alguma doença, terão acesso aos chamados coquetéis e outros medicamentos, como a Penicilina, a fim de se tratarem. Ademais, a atual juventude não teve contato com essas patologias através de pessoas públicas, como era comum nas décadas de 1980 e 1990, quando ídolos como Cazuza e Renato Russo morreram após se contaminarem com o vírus da AIDS.

Não só a falta de medo causa crescimento do número de infectados por dst’s, como também a falta de conscientização. Muitos brasileiros não sabem os riscos que correm ao dispensarem o uso de preservativos nem as consequências geradas por uma doença venérea, como a sífilis, que pode ser transmitida durante relação sexual e de mãe para filho, e a AIDS, que pode levar à morte. Além disso, boa parte da população não faz exames de saúde regularmente, o que contribui para diagnósticos tardios de doenças sexualmente transmissíveis, dificultando seu tratamento.

O aumento de infectados por dst’s é um problema de saúde pública no Brasil e, portanto, medidas devem ser tomadas. Dessa forma, é preciso que o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas e unidades básicas de saúde, promova palestras voltadas para toda a população, especialmente adolescentes, e ministradas por equipes multiprofissionais, com sexólogos, médicos, enfermeiros e psicólogos a fim de informar a população sobre os riscos de contração de patologias como sífilis, gonorréia e aids, e da importância da prevenção. Assim sendo, os brasileiros terão outro comportamento em relação às infecções sexualmente transmissíveis, ficando mais atentos e cuidadosos com sua saúde e contribuindo para a melhora do cenário atual desse grave problema de saúde pública.