O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 02/10/2017
Hodiernamente com o avanço da tecnologia e da medicina no combate as mais diversas doenças, constata-se, assustadoramente, um aumento no número de infectados por DST. As causas para esse aumento de doenças sexualmente transmissíveis são diversas, indo desde o risco assumido pelo indivíduo de contrair ou infectar alguém, como a falta de informação relacionadas a identificação e o tratamento da doença.
Dados do Ministério da Saúde indicam que o número de jovens infectados por DST aumentaram significativamente, estima-se que cerca de 830 mil pessoas vivam com HIV. Esse aumento de infectados se deve, principalmente, ao fato dos indivíduos praticarem sexo desprotegidos e que por apresentarem, muitas vezes, manifestações assintomáticas da enfermidade, não sabem ser portadoras.
Ademais, em razão do avanço da medicina com os tratamentos antirretrovirais, os jovens estão se arriscando mais, pois os medicamentos já existentes permitem ao paciente um boa expectativa de vida. Logo, os hábitos de sexo com proteção que eram difundidos desde a década 1990, quando houve uma epidemia da doença, se tornaram mais frágeis. Importante salientar que, o atual Código Penal tem previsão legal para quem transmite doenças venéreas, embora a pena seja branda, a dificuldade na identificação do autor se dá pelo fato de ser necessária a representação da vítima, que não a faz por medo de discriminação da sociedade.
Ante o exposto, faz-se necessárias medidas eficazes para diminuírem esses dados estatísticos. Com o fito de reduzir o número de infectados por DST, a responsabilidade recai sobre o Poder Público que em consonância com as escolas e hospitais, devem promover ações preventivas, como implementar máquinas de preservativos, além viabilizar os testes para identificar e tratar os doentes. Articulando a esses, campanhas midiáticas de forte impacto por meio de cartazes e debates públicos com o objetivo de orientar e informar a população do avanço das doenças transmissíveis.