O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 02/10/2017

O Ministério da Saúde está em alerta devido à constatação do aumento de infecções por DSTs no Brasil. Essa por sua vez, trás à tona a necessidade de fornecer mais atenção a conscientização do povo, como aconteceu na chegada da Aids no país. Dessa maneira, além da baixa qualidade de vida e até mesmo a morte, há também o combate ao preconceito. Sendo assim, é preciso uma reeducação social quanto às doenças sexualmente transmissíveis.

Os dados da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas (PCAP) de que 21,6% dos brasileiros acham que existe cura para a Aids e que 74,8% nunca fizeram o teste para a doença, corroboram com a despreocupação errônea, principalmente da juventude acerca do problema. Haja visto que atitudes e crenças antigas em grupos de riscos devem cair por terra, todos estão sujeitos a contaminação caso não se previnam.

Quando essas patologias são levadas para os holofotes da fama a visibilidade e discussão sobre o tema aflora, como foi no caso do Cazuza e recentemente do ator Charlie Sheen. Questões como essas não podem cair no esquecimento, precisam sempre estar presente nas mídias. Além disso, torna mais fácil combater o preconceito, uma vez que as pessoas associam as doenças com vida libertinosa, vista com maus olhos pela sociedade mais conservadora, entretanto, a contaminação também se dá por objetos cortantes infectados.

Portanto, medidas são necessárias para combater o aumento de infecções por DSTs no país. O Ministério e as secretarias municipais de saúde devem torna obrigatório o exame de semestral de DSTs junto aos de sorologia rotineiros, visando atingir a população de forma ampla e ter condições de iniciar o tratamento na fase inicial. As mídias, por meio de ficções engajadas e o governo com propagandas no Youtube, desse modo abarcando todos as faixas etárias, devem abordar a questão instigando o conhecimento das formas de contágio, prevenção e tratamento.