O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 02/10/2017
Educação e diálogo é a solução
O Ministério da Saúde adverte que além do HIV outras seis doenças sexualmente transmissíveis são recorrentes entre os jovens. Em menos de uma década o número de casos aumentaram segundo o IBGE. O contágio, quando descoberto, ainda é associado à promiscuidade e falta de informação, o que faz a maioria dos infectados buscar o isolamento e dessa forma protrair a cura, e no caso do HIV, o seu devido controle. Segundo o filósofo Kant, o aperfeiçoamento da humanidade está diretamente ligado à educação. Por mais que na década de 1990 a ciência tenha revolucionado com as pesquisas e a distribuição de coquetéis, torna-se necessário o diálogo aberto sobre as doenças, causas e consequências. Ainda é visto com preconceito as pessoas que possuem uma vida sexual ativa, e quanto mais jovem houver esse domínio do corpo, mais informação se faz necessária. A base de informação transita entre família, círculo de amigos e instituição escolar e não pode ficar restrita a relação entre sexo e gravidez.
No livro Amor Líquido, Bauman descreve a fragilidade dos laços e como a modernidade vivencia essas relações flexíveis e não duradouras, relacionamentos que duram apenas o tempo de uma curtida no aplicativo amoroso, sem motivos para início e término prematuro. Os jovens com a maturidade biológica, hormônios a mil e a carência de não serem compreendidos, carregam os números elevados das estatísticas.
Além das medidas como o PEP – que é um conjunto de medicamentos contra o HIV e exames laboratoriais com diagnóstico sigiloso que são oferecidos pelo Ministério da Saúde, é vital a continuidade de um Programa de Educação Sexual nas Escolas, em que o Ministério da Educação possa retratar e estreitar a realidade dos jovens. Ademais, outra possibilidade é a criação de um programa com agentes comunitários desenvolvendo um papel direto com a família, além de exames à domicílio e cartilha esclarecedora sobre os cuidados na relação sexual.