O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 02/10/2017

A saúde pública brasileira sempre foi um obstáculo a ser vencido pelas autoridades, considerando o número expressivo do aumento de doenças sexualmente transmissíveis no século XXI. A cultura sexualizada que foi construída pela nação não se adequou aos riscos que estavam sendo expostos, causando descontrole da propagação de diversos vírus, já que a educação sexual não foi adaptada a realidade que vivíamos.

Somos conhecidos mundo a fora por sermos o país do samba, carnaval, mulheres bonitas e corpos sarados, de modo profano, já que somos constantemente desrespeitado por estrangeiros, que tem uma visão sexual da nossa cultura. Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que houve um aumento nos últimos anos de casos de dsts. Entre doenças como sífilis, gonorreia, clamídia, herpes genital, HPV somam mais de 6 milhões de casos por ano no Brasil, que demonstra um descontrole sanitário.

É perceptível um descompasso entre a educação sexual brasileira e a nossa cultura, já que um existe em função do outro quando se trata de preservar e restaurar nossa história. Apesar dos esforço dos professores, de certo modo a educação sexual nas escolas tem sido tratada de modo jocoso por parte dos alunos, tanto crianças quanto jovens, que recebem as aulas com piadas e risos, quando se fala nos nomes “vagina” e “pênis”, o que demonstra fragilidade educacional nos lares dos mesmos, impedindo uma boa conscientização a estes alunos.

Logo, medidas devem ser tomadas para regularizar os casos de dsts. O Ministério da Saúde deve disponibilizar vacinas, como do HPV, para todos os sexos e diversas faixas etárias, já que atualmente só meninas de 9 a 14 anos recebem as doses, minimizando os casos entre jovens adultos, assim como as escolas tem o dever de incluir em suas grades horárias o ensino sexual adequado para cada ano escolar, com professores jovens e modernos, que transmitam segurança aos alunos, para que eles levem o assunto a sério e aprendam a se proteger adequadamente.