O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 02/10/2017
Com a identificação do primeiro caso de AIDS no Brasil, na década de 1980, abriu-se, de maneira mais significativa, o debate sobre as DSTs. No entanto, tem-se verificado o aumento de contágios de doenças venéreas. Isso ocorre principalmente devido a falta de informações, bem como ao preconceito, que ainda é bastante presente na sociedade brasileira.
A Constituição Federal assegura que a saúde é direito de todos e dever do Estado. É nesse sentido, que diversas ações governamentais são tomadas para a prevenção e o combate às DSTs. Dentre tais medidas é possível apontar a distribuição de preservativos pelo Sistema Único de Saúde - SUS. No entanto, ações isoladas como essa, demonstram-se insuficientes. Falta, principalmente, informação. As campanhas de prevenção ainda são bastante restritas, limitando-se a ocorrer no período carnavalesco, nem sempre deixando claro o que é o “sexo seguro”, sendo este, muitas vezes, assimilado apenas à proteção contra gravidez indesejada e não às DSTs.
Ademais, o Brasil possui uma formação majoritariamente cristã, o que leva a possuir uma série de tabus quando o assunto é sexo, sobretudo quanto as doenças decorrentes dele. Predomina na cultura brasileira a ideia de que as DSTs estão associadas à promiscuidade ou à homossexualidade, fazendo com que muitas pessoas evitem falar sobre o assunto. Tal comportamento contribui para que diversos infectados sejam diagnosticados tardiamente, o que contribui, em muitos casos, para ampliar o contágio.
Faz-se necessário, portanto, que medidas sejam tomadas no sentindo de frear a crescente propagação de DSTs no Brasil. Nesse sentido, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde e em parceria com estados e municípios, integrado às entidades educacionais, deve realizar campanhas de caráter permanente sobre as doenças venéreas e seu modo de prevenção e tratamento. Por sua vez, as escolas e a mídia devem provocar o debate sobre as DSTs junto às comunidades e famílias, com a finalidade de vencer os preconceitos e tabus que envolvem a abordagem dessa temática, de modo a contribuir para a prevenção dessas doenças.