O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 09/10/2017

A propagação de doenças venéreas, hoje, chamadas de doenças sexualmente transmissíveis é acompanhada desde a Grécia e o Egito Antigo, as quais tiveram a sífilis e a gonorreia como responsáveis por milhares de mortes na época. O advento do antibiótico possibilitou o controle e combate dessas e outras disfunções, entretanto, o vírus do HIV apesar de, possuir medicamentos que conseguem estagnar o seu avanço, ainda é, uma ameaça para saúde pública. Dessa forma, no Brasil, a ausência de veiculação de informação constante favoreceu o retorno do descuido pessoal e o avanço novamente dessas patologias em sociedade.

O surgimento da pílula anticoncepcional permitiu maior liberdade e segurança, principalmente, aos jovens e adolescentes quanto ao aparecimento de uma gravidez precoce e indesejada, mas também, contribuiu para o abandono do uso de preservativos sexuais, o que eleva o risco de contágio por DSTs. Além do que, a divulgação de dados e campanhas preventivas que aludam ao uso de camisinhas são, muitas vezes, restritas aos períodos de carnaval e de grandes festas nacionais, as quais transmitem pouca credibilidade, já que é predominante o caráter lúdico nelas. Por outro lado, o conservadorismo entre as famílias brasileiras, ainda é elevado, sobretudo, nas mais religiosas, o que revela um tabu persistente em estabelecer um diálogo sobre o sexo com os filhos e netos.

Ademais, o desenvolvimento da matéria sobre educação sexual nas escolas é pequeno, devido à ausência de um consenso entre professores e familiares, o que expõe esses jovens ao contato com informações erradas e equívocas. Em consequência disso, cresce novamente o índice de pessoas contaminadas pelo vírus do HIV , apesar de que, o tratamento consegue, na maioria dos casos, controlar a carga viral e impedir a transmissão do vírus, a AIDS não tem cura e pode ocasionar na morte do indivíduo. Desse modo, a prevenção é fundamental no controle a essa e outras doenças sexuais como, a síflis e gonorreia, as quais podem ser assintomáticas, o que dificulta o diagnóstico e combate.

Portanto, é inegável que o Brasil deve estabelecer novas medidas contra o aumento de DSTs na população. Logo, faz-se necessário que o Ministério da Saúde divulgue informações e medidas profiláticas sobre doenças sexuais, por meio de campanhas durante todo o ano junto aos profissionais da área, para que haja um alcance cada vez maior desses dados na sociedade. É importante também que, as escolas promovam o estabelecimento de diálogos entre famílias e jovens sobre o sexo, por intermédio de debates e palestras com especialistas no assunto, com o intuito de prevenir a exposição e contaminação desses juvenis. Dessa maneira, haverá uma intervenção de combate mais eficaz.