O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 03/10/2017
O Brasil vive sua pior epidemia de DSTS, desde 1981, segundo o Ministério da Saúde, que mesmo fornecendo métodos contraceptivos, mostra-se ineficaz na conscientização popular. Esse expressivo aumento é um alarmante problema de saúde pública, pois revela a negligência do uso de preservativos em relações sexuais à medida que muitos desconhecem, ou até desdenham das graves consequências.
Embora o contágio seja democrático, ou seja, independe de gênero, sexualidade, idade, ou classe social, os jovens são os mais infectados, dados revelam crescimento de 8% entre 2005 e 2015, só do vírus HIV. Uma vez que muitos não reconhecem os sintomas da gonorreia, ou não entendem a irreversibilidade da AIDS, como por exemplo. Torna-se evidente, que o acesso a informação não necessariamente garante a assimilação do problema, por isso, a educação sexual no âmbito familiar e escolar deve deixar de ser um tabu na sociedade, para garantir maior segurança contra doenças.
Ademais, o preconceito com portadores de DSTS sob forte influência religiosa e conservadorismo do contexto atual, dificulta tanto os diagnósticos como também o acesso ao tratamento. A falsa associação que apenas homossexualidade, promiscuidade, e uso de drogas levam a doenças, corrobora no número de infecções. Visto principalmente, pelos disparos de casos de sífilis congênita, transmitida de mãe para filho, por conta de diagnósticos tardios ou falta de tratamento com penicilina, que podem levar o bebe a má formação, aborto, e até a morte.
Portanto, para contornar o aumento de doenças sexualmente transmissíveis, é primordial as conjunturas de responsabilidades sejam compartilhadas entre o Poder Público, familiar e midiático. O ministério da saúde deve criar um programa com vans equipadas em portas de baladas, shows, bares e praças públicas com profissionais aptos a realizar testes rápidos de HIV, sífilis e hepatite. O ministério da educação pode disponibilizar palestras com profissionais da saúde e livros educativos na grade escolar, além de enfatizar junto a família as consequências da negligência do uso do preservativo. Já a mídia, por meio de campanhas publicitárias com histórias de infectados, propoem a quebra de estigmas.