O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 03/10/2017

Segundo o Ministério de Saúde, o número de pessoas infectadas por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) está aumentando no Brasil. Tal fato é preocupante, visto que, dependendo da doença, o contágio pode causar sequelas e, nos casos mais graves, resultar em morte. Esse aumento é derivado da falta de prevenção nas relações sexuais. Desse modo, é imprescindível discutir a importância da prevenção sexual e as características da população infectada.                                              Primeiramente, a utilização de preservativos são importantes barreiras de proteção dessas moléstias. Dessa forma, o Governo, através das unidades de saúde, disponibilizam camisinhas para todos. Entretanto, essa disponibilidade não promove a prevenção sexual, porque alguns preferem o ato sem a proteção, haja visto que acham a relação mais prazerosa, ou por acreditarem que o único benefício de seu uso é a prevenção contra a gravidez indesejada, o que mostra a falta de informação desta porção da sociedade. Dessa maneira, a pesquisa realizada pela Gentis Panel, empresa especializada em pesquisa de mercado, confirma que  a sociedade, em sua maioria, não mantém relações sexuais seguras, pois os dados inferiram que apenas 37% se protegem sempre ou frequentemente.

Ademais, o número de jovens contaminados é superior ao de adultos. De acordo com o Ministério de Saúde, em 10 anos, o número de infectados por AIDS, doença resultante da ação de um vírus que desabilita o sistema imunológico e não tem cura, duplicou entre os cidadãos de 20 a 24 anos. Por sua vez, o Pcap (Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira) conferiu que mais da metade dos jovens não usam camisinha, sendo esta a principal causa das contaminações. Já entre os adultos, a contaminação por sífilis aumento 32,7% entre os anos de 2014 e 2015. Além disso, o número de gestantes e bebês com essa mazela cresceu em torno de 20%. Por conseguinte, esses dados apontam problemas na  saúde pública, o que implica na urgência do tratamento de pessoas contaminadas e cuidado redobrado das gestantes infectadas por sífilis, já que os bebês contaminados através da placenta podem apresentar complicações em sua formação.

À luz do exposto, medidas são necessárias para resolver o problema. Para tanto, a mídia deve realizar propagandas impactadoras sobre a negligência da prevenção sexual, no intuito de induzir uma maior utilização dos preservativos, buscando a diminuição dos casos infectados. Por sua vez, o  Ministério de Saúde e o Ministério de Educação devem oferecer educação sexual (doenças e prevenções) em todos as instituições de ensino a partir do ensino fundamental II, a fim de informar todos os os sintomas das DSTs, os benefícios do preservativo e sua disponibilidades nos estabelecimentos de saúde, com o objetivo de promover conscientização e  sexo seguro.