O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 04/10/2017

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) têm apresentado uma inesperada tendência de aumento em todo o mundo. No Brasil, pesquisas do Ministério da Saúde indicam que somente o HIV teve um aumento de quase 50% entre os jovens, mostrando que as atuais medidas de prevenção são ineficazes. Desse modo, é necessário entender suas causas, que estão relacionadas com a desinformação e falta de medidas governamentais.

As DSTs ainda são uma problemática pouco conhecida por grande parte da sociedade brasileira. Nas escolas, onde conscientização individual e formas de prevenção devem ser ensinados, é possível observar que há poucas discussões sobre o assunto, estas se limitando a frases repetitivas, como: “Use preservativo!”, que não geram interesse nos jovens. Aliado a isso, poucos se sentem confortáveis em discutir esse assunto com os pais. Dessa forma, a falta de informação sobre os riscos que a contaminação pode trazer, além da ideia de que muitas dessas doenças são facilmente tratáveis tornam esse grupo um dos mais afetados.

Outro aspecto importante é a falta de campanhas de conscientização do governo. Estas, que deveriam ser fortemente reafirmadas por tempo indeterminado, ganham destaque somente em épocas próximas ao Carnaval. Na prática, é possível observar que após essa data o assunto recebe pouco destaque, criando a ideia de que DSTs são raras ou foram extintas do país. Prova disso é a sífilis, doença que causou muitas mortes na década de 50, mas estava sob controle e recebeu pouca atenção do governo. Consequência disso foi uma recente epidemia no país, que, segundo a OMS, já infectou quase 1 milhão de brasileiros.

Portanto, as atuais medidas de prevenção a DSTs não funcionam como deveriam e podem gerar uma calamidade na saúde pública, sendo necessário que medidas sejam tomadas urgentemente. O Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve distribuir cartilhas de educação sexual, com conteúdo didático para o público jovem, de forma a conscientizar esse grupo desde pequenos. Além disso, devem ser feitas propagandas durante todo o ano, principalmente nas áreas que mais precisam, alertando sobre a importância de se prevenir e o sintomas de tais doenças, para que haja uma maior procura médica. Somente assim, teremos maior qualidade de vida para todos.