O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 11/12/2017
As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são doenças causadas por bactérias, fungos ou vírus, sendo contagiosa através do contacto sexual com um parceiro infetado. A gonorreia, clamídia, sífilis, VIH/SIDA ou hepatite B, são algumas das mais comuns. A Organização Mundial de Saúde estima em 250 milhões o número de novos casos de doenças sexualmente transmissíveis, por ano, em todo o mundo.
Apesar das informações sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis circularem livremente, especialmente hoje em dia por causa das redes sociais, o jovem brasileiro não se preocupa em se prevenir. Seja por não ter tido contato com alguém doente ou por acreditar que “isso nunca vai acontecer” com ele. Só de HIV, uma das mais graves DSTs, houve aumento principalmente entre os mais jovens. Na faixa etária dos 20 aos 24 anos, a taxa de detecção subiu de 16,2 casos por 100 mil habitantes, em 2005, para 33,1 casos em 2015, informou o Ministério da Saúde.
Outra DST que preocupa as autoridades é a sífilis, devido ao disparo no número de casos. A doença pode provocar sequelas graves para a vida toda. Segundo o ginecologista e obstetra e membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), Geraldo Duarte, o motivo do aumento da transmissão das DSTs se deve à falta conscientização. No mundo inteiro, a tendência é de aumento das doenças sexualmente transmissíveis porque as pessoas não estão usando preservativo. Pesquisas tentam investigar o porquê disso. Já se sabe que a utilização [da camisinha] nas relações sexuais é menos de 40%. E nem sempre conseguimos medir os dados que são, muitas vezes, baseados na percepção dos próprios médicos. Desde 2010, percebe-se isso em relação à sífilis. Os dados de notificação mostram o aumento não só de sífilis adquirida (por transmissão sexual) em adultos, mas também da congênita, transmitida da mãe para o bebê, que pode ocorrer durante toda a gestação.
Apesar de ser um problema grave, não tem recebido a atenção necessária por parte do governo e da sociedade. Preconceitos oriundos de visões distorcidas do problema e a falta de uma ação mais efetiva do Estado parecem ser dois dos principais pilares dessa epidemia. O ministério de educação, poderia trazer palestras, com profissionais da saúde, aonde alertassem os alunos, sobre as possíveis doenças e o risco de quem não usa camisinha, durante relações sexuais. A mídia, deveria introduzir propagandas, a fim de alertar e conscientizar as pessoas. Conclui-se que, o Estado deveria também disponibilizar medicamentos específicos, pois ainda há irregularidades em relação a isso.