O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 24/10/2017

Na esteira dos processos na luta contra o HIV nos últimos anos, com a Aids deixando de ser uma “sentença de morte”, pelo menos a curto prazo, outras DSTs avançam mundo afora, infectando mais e mais pessoas. Para piorar este cenário, a luta contra velhas conhecidas da humanidade nesta área, como a sífilis e a gonorreia, enfrenta novos desafios. Deste modo, tudo leva a crer que a população em geral baixou a guarda contra os males que se aproveitam do sexo desprotegido.

Por acharem que não correm perigo, muitos jovens acabam tendo comportamento de risco e se contaminam. Essa espécie de negligência, muitas vezes inconsciente, tem a ver com o fato de as DSTs parecerem coisas do passado. Como não viram ninguém morrer do problema, eles não têm medo e não dão a devida importância.

Outro problema, é que em um número significativo de casos, principalmente entre mulheres, as infecções são assintomáticas, isto é, não apresentam sintomas ou estes são muito brandos e acabam não sendo percebidos. Assim, sem saber que estão doentes muitas delas não são diagnosticadas e acabam transmitindo as doenças. Acrescentando também, que o estigma em torno dessas doenças ainda é um empecilho para seu tratamento, diagnóstico e prevenção.

Concluindo, qualquer pessoa sexualmente ativa, independentemente de faixa etária, classe social ou opção sexual, pode contrair uma DST, basta praticar sexo inseguro. É preciso então, a reeducação da sociedade, de forma que aprendam a se proteger e respeitar a dificuldade do próximo. Desse modo, o Ministério da Educação deve instituir nas escolas palestras ministradas por psicólogos para que possam discutir a respeito das consequências dessas enfermidades para a saúde brasileira. O efeito disso seriam crianças muito mais capazes de falar e discutir sobre o assunto. Outra ação, que pode ser feita pelo Governo Federal, através de propagandas nas grandes mídias, é enfatizar a importância de tornar os exames preventivos algo de rotina para todas as pessoas sexualmente ativas. Para as mulheres, por exemplo, a consulta periódica com um ginecologista é muito importante, pois só o exame clínico já pode levantar suspeitas a partir de observações como secreções e odor. Através do dialogo e distribuição de informação, será possível um futuro onde os infectados serão apenas uma minoria.