O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 08/10/2017

O desenvolvimento de métodos contraceptivos teve inicio nos anos 60 com a chamada Revolução Sexual, afim de que a atividade sexual apresentasse apenas uma função: prazer. Em contrapartida, apesar desse avanço, os dados revelam valores exorbitantes de pessoas com doenças sexualmente transmissível e mulheres grávidas sem planejamento. Como explicar esse paradoxo? Qual/quais os motivos desse aumento?

Enquanto a tecnologia e a Ciência avançam, o conhecimento do homem parece ficar retido apenas nesses dois parâmetros. Administram máquinas porém cada vez mais tornam-se incapazes de dirigir suas vidas. A sociedade contemporânea está sendo marcada pela liquidez das relações. Não é assim que se canta? “Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. Para esse tipo de pensamento deve ser apresentado os resultados e consequências e não só os atos.

Correlacionando com a Revolta da Vacina, percebe-se a alienação de usar um produto, como a camisinha, baseando-se apenas em um só slogan: use camisinha. Sem informações específicas como a importância de seu uso e principalmente sem que essas informações cheguem aos públicos necessários, é inviável a aceitação e conscientização das pessoas. Essa desorientação reflete-se nos dados que mostram 21,6% dos jovens brasileiros acham que existe cura para Aids. O Ministério da Saúde aponta que entre os anos de 2014 e 2015, a sífilis adquirida teve um aumento de 32,7%, a sífilis em gestantes 20,9% e congênita, de 19%. Provavelmente 80% da pessoas infectadas não conheciam os riscos dessa doença nem das demais DSTs.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. A realização de palestras mensais, contando com o apoio do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, que abranja o público devido é indispensável, informando sobre os riscos das DSTs e com depoimento de alguns infectados para promover o impacto psicológico. O investimento em propagandas curtas de TV em horários específicos, não apenas em tempos de Carnaval, é uma boa alternativa para pessoas com uma longa rotina. O Sistema Único de Saúde (SUS) deve elaborar campanhas frequentes com acompanhamento psicológico, apoio a população que os deixe mais a vontade para resolver assuntos mais íntimos. Todavia essa ajuda só terá um resultado eficaz com a conscientização e compromisso de todo âmbito social.