O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 09/10/2017

A partir de dados coletados em pesquisas e divulgados em reportagens disponíveis em jornais e revistas, bem como veiculadas em programas de televisão que tratam do tema, é possível afirmar que o número de infectados por DSTs vem aumentado de forma alarmante no Brasil. Esse aspecto negativo pode ser explicado não apenas pelo comportamento das pessoas sexualmente ativas, mas também pela dificuldade de acesso à saúde preventiva em muitas regiões do país.

No que se refere ao comportamento das pessoas sexualmente ativas, pode-se perceber que a proteção frente ao contágio por DSTs é negligenciada, haja vista o desconhecimento de infecção em pessoas próximas ou, o que é pior, a crença de que elas jamais serão contaminadas por essas doenças. Dessarte, os casos de gonorreia, herpes, sífilis e aids têm aumentado, gerando preocupação por parte das autoridades públicas, principalmente em relação às duas últimas, que são de notificação obrigatória para o Ministério da Saúde devido aos problemas advindos ao infectado em razão da falta de um acompanhamento eficaz.

Somado a isso, insta salientar que o acesso à saúde preventiva ainda é negado a boa parte da população brasileira, principalmente por causa das dimensões continentais do país, mas também pela inércia do poder público, que não atende adequadamente as pessoas que vivem nos pequenos centros urbanos ou em áreas periféricas das grandes cidades. Dessa forma, esses indivíduos, por desconhecerem a noção de saúde preventiva, acabam por procurar os serviços de saúde somente quando já estão acometidos por alguma doença, entre elas as DSTs.

Para se reverter esse cenário problemático, portanto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, aliado aos braços estaduais e municipais congêneres, promovam campanhas destinadas a toda a população, podendo ser desenvolvidas nas igrejas e centros comunitários, bem como nas escolas e universidades, de acordo com a faixa etária dos estudantes, com o intuito de provocar uma mudança de comportamento nas pessoas, conscientizando-as da necessidade de prevenção durante o ato sexual em qualquer circunstância. De mesma sorte, as organizações civis, a exemplo das ONGs, devem se aliar ao poder público para levarem saúde preventiva a todas pessoas expostas a falta desses cuidados, o que pode ser conseguido por meio de mutirões em que os profissionais e os serviços básicos de saúde seriam aproximados daqueles que deles necessitam.