O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 09/10/2017
Na década de 1960, o movimento “hippie” de contracultura trouxe um novo ideal de liberdade, marcado pela prática do nudismo e a emancipação sexual. Hoje, ainda que não seja um mundo pós-guerra, o aumento no número de jovens infectados por DST alerta para a retomada de ares passados, uma vez que a prevenção sexual ainda é negligenciada. Ora, essa realidade exige intensa reconfiguração.
É válido ressaltar, a priori, o caráter hedonista desse segmento social. Segundo o movimento artístico-cultural arcadista, o presente deveria ser apreciado e aproveitado ao máximo. Esse sentimento de “Carpe Diem” se elucida no comportamento dos jovens quando eles renunciam as responsabilidades que podem representar um obstáculo na obtenção de prazer -seja pelo uso da camisinha, seja pela prevenção com testes clínicos. Assim, o adolescente vive no espectro do “mito do super herói”, quem que a idealização da liberdade os coloca no patamar de superioridade com relação as doenças.
Corrobora para esse cenário de omissão a falta de informação acerca das DST’s. Isso porque, a quebra de tabus não foi acompanhada de um aconselhamento devido - pais que se sentem constrangidos com um diálogo sobre sexo e prevenção; escolas que não abordam saúde sexual como prioridade. Por conseguinte, ao unir-se os apelos midiáticos-filmes e músicas eróticas- com a ausência de direcionamento, a iniciação reprodutiva precoce acompanhará sequelas irreparáveis, afinal, 43,3% dos jovens não se protegeu nas últimas relações(fonte OMS)
Depreende-se, portanto, a necessidade de dirimir os números de infectados por DST no país. Para tal, recai na postura do Ministério da Saúde a ampliação do programa de saúde familiar, a fim de que os testes sejam fornecidos de forma mais facilitada à sociedade, sobretudo as camadas mais abastardas. Outrossim, é imprescindível a atuação do discurso televisivo em campanhas de incentivo ao uso de camisinhas, não somente no carnaval, mas de forma recorrente, visando uma prevenção constante. Ademais, as instituições de ensino podem oferecer palestras e debates que abordem sobre saúde sexual e as consequências de tal negligência. Não menos importante, é dever do seio familiar proporcionar um ambiente para diálogo com o filho, com fito de orientá-los. Quem sabe, dessa forma, os ideias de “paz e amor” sejam encarados de forma responsável.