O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 13/10/2017

Quando o poeta italiano Girolamo Fracastoro criou o personagem Syphilys em 1530 não imaginava que séculos após sua criação uma sociedade rica em conhecimentos sofreria com a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis. No Brasil, o número de infectados por DSTs entre adultos e adolescentes torna-se cada vez mais preocupante. Considerando a frequência que esse assunto é discutido e o fornecimento de preservativos e anti-conceptivos pela rede de saúde pública, evidencia-se a falta de conscientização da população quando se trata de sexo seguro, uma vez que essas doenças podem a levar a morte. Principalmente em relação à adolescência, a auto-confiança e a falta de acompanhamento clínico de jovens, o assunto precisa ser trabalhado de forma eficaz e frequente.

De fato, assuntos relacionados ao sexo são recorrentes a jovens e adultos em sua maioria porém, por serem polemizados pela sociedade, é preciso não ter vergonha de falar a respeito quando se encontrar em situação de contágio, saber onde procurar ajuda e quais procedimentos seguir, em uma sociedade tão munida de fontes de informações não há espaço para esse tabu. O público pouco se conscientiza da necessidade de realizar exames clínicos a fim de evitar serem pegos de surpresa com sintomas de sífilis ou HIV, por exemplo, e o uso de preservativos que vêm caindo em desuso pela exacerbada confiança que adolescente têm em seus parceiros e com o seu próprio corpo. Evidencia-se que essas doenças só são de fato levadas a sério quando pessoas são vitimadas.

Outrossim, a disseminação de informações erradas acerca de DSTs é uma forte contribuição para o aumento de casos no país, pois a facilidade que informações são divulgadas em redes sociais pode orientar um jovem em busca de conhecimento, por exemplo, que vírus da AIDS tem cura, tornando essa situação ainda mais preocupante por se tratar de uma doença tão devastadora e com altos índices de mortalidade, não só no Brasil mas no mundo todo. Torna-se indispensável a necessidade de apoio familiar para jovens que estão iniciando sua vida sexual e maior comprometimento educacional na causa, afim de evitar a construção de informações erradas em um assunto tão importante e que pode afetar a vida de uma pessoa para sempre.

Logo, para combater o aumento de infectados por DSTs no Brasil, é necessária melhoria na orientação desses jovens e acompanhamento médico frequente. Assim, o Ministério da Educação em conjunto com as Secretarias de Saúde Pública devem estabelecer em escolas de todo o país como matéria obrigatória, no ensino médio, educação de saúde e sexual. Ainda nessa parceria, realizar em escolas, campanhas semestrais de exames clínicos para o diagnóstico de DSTs, com isso, esses jovens não estarão desprevenidos e irão conhecer o assunto eficientemente.