O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 13/10/2017
Renato Russo, Cazuza e Freddie Mercury estes são alguns dos ídolos da década de 80 e 90 vítimas do vírus que atemorizou e mudou os costumes de várias gerações no Brasil e no mundo. A atual geração, contudo, aparenta não temer a doença, persistindo na falta de cuidados, mesmo tendo sido a geração que mais informações recebeu acerca das formas de contágio, prevenção e tratamentos. Esse descaso dos jovens baseia-se, atualmente, em uma realidade em que o medo da morte causada por uma DST tornou-se distante. Além disso, há também no Brasil a manutenção no comportamento dos jovens de uma cultura que deposita somente sobre o homem uma responsabilidade que é de ambos: a prevenção contra enfermidades sexualmente transmissíveis.
O avanço tecnológico da medicina, com a oferta de novos medicamentos, tratamentos e vacinas dão a alguns jovens a falsa sensação de segurança, vendo desnecessária a necessidade de precaverem-se - uma vez que - terão algum tipo de medicamento que possa tratá-los. A falta de seriedade ao encarar a DST demonstra que apesar de terem muitas informações, certos jovens detém um conhecimento ainda incompleto e superficial sobre as consequências sérias que uma enfermidade, a longo prazo, ocasiona ao organismo de um indivíduo sendo, no caso de uma doença crônica como a AIDS, um comprometimento da qualidade de vida pela dependência direta dos medicamentos pelo resto da vida.
Há também numa sociedade marcada pelo crescente número de jovens infectados por DST´s a manutenção de hábitos retrógrados que atribuem ao homem o encargo da prevenção. Apesar da crescentes manifestações realizadas pela luta pelo empoderamento da mulher há ainda muitas barreiras culturais a serem vencidas. Haja visto que, não raro, muitas jovens resistem a ter um preservativo na bolsa por temerem sofrer com a repreensão dos pais, o julgamento no momento da compra ou,até mesmo, com o preconceito do homem no encontro.
Tendo em vista que o combate às DST´s em jovens brasileiros deve ser realizado com enfoque a prevenção é necessário que o Ministério da Educação em parceria com a secretaria estadual de saúde distribuam cartilhas que informem com maior detalhes as consequências para a saúde de uma vida com DST´s; bem como deve haver uma ação conjunta com as prefeituras municipais um estímulo a promoção de palestras de professores e profissionais da área da saúde, a fim de auxiliar na melhora da qualidade da informação e na derrubada de mitos sexuais e culturais acerca do uso do preservativo. Ademais, é imprescindível que o Ministério da Saúde realize campanhas em TV´s, internet e rádios que reiterem a importância da mulher em protagonizar a co-responsabilidade pela prevenção de doenças, diminuindo assim a possibilidade de serem infectados por uma DST por falta de proteção.