O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 22/10/2017
A Comunidade Científica Internacional e a OMS reconhecem o programa brasileiro de tratamento contra a Aids como o mais avançado do mundo.Contudo, o país ainda sofre com o aumento no número de casos de DST’s. Desse modo, é crucial entender os aspectos que levam a esse cenário divergente, a fim de alcançar soluções para uma melhor qualidade de vida da população brasileira.
Em primeiro lugar, é preciso destacar que muitos indivíduos ainda não se previnem. A gravidez continua sendo a principal preocupação, sobretudo entre os mais jovens. Logo, há a utilização de anticoncepcionais e a camisinha,unica que previne contra doenças, é excluída nas relações sexuais.Por consequência, persiste o aumento da transmissão de DST’s no país. Prova disso,é a epidemia de Sífilis, que teve um avanço de 5000% em cinco anos de acordo com o Ministério da Saúde.
É fundamental pontuar, ainda, acerca do preconceito contra os infectados. Na década de 90,marco do auge da Aids,a doença era atrelada principalmente aos homossexuais, o que colaborou para a criação de mitos sobre as DST’s. Tais mitos contribuem para a existência do preconceito devido à falta de informações verídicas. Com isso, em muitos casos, os doentes por medo de serem alvos da discriminação não buscam tratamento médico, além de não comunicarem aos parceiros que também precisariam de cuidados necessários.
Tornam-se evidentes,portanto, os elementos que colaboram para o atual quadro do país de aumento das DST’s.Cabe à escola promover palestras a fim de ensinar aos mais novos sobre os preservativos e as consequências da não utilização.É imprescindível, também, que o Ministério da Saúde forneça campanhas em todos os estados,que informem sobre DST’s e acabem com mitos, além da promoção de tratamentos e exames gratuitos.É válido,inclusive, que a mídia colabore para disseminação de tais campanhas.Assim, gradativamente, a frase de Gandhi fará sentido: “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente.”