O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 20/10/2017
Um dos maiores problemas para a saúde pública mundial trata-se das doenças sexualmente transmissíveis. Segundo a ONU, só no Brasil, em 2016, a quantidade de infectados pelo vírus HIV aumentou em 3%, e esse porcentagem pode ser ainda maior em relação à outras DST’s. Existe uma série de fatores que acarretam o aumento de dados como esse e entre os principais está o não uso da camisinha, campanhas insuficientes e a negligência com relação a medicina preventiva.
A camisinha é o contraceptivo mais seguro que existe no mundo, entretanto, é também o mais ignorado por indivíduos de todas as faixas etárias. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE, mais de 50% das pessoas não fazem uso do preservativo e uma da razões, é que muitos acreditam que esse é um método utilizado somente para evitar gestações indesejadas. Todavia, esquecem que ela é também o meio mais eficiente para a prevenção de doenças.
Outro fator importante para o aumento das DST’s são as campanhas insuficientes e de baixo alcance. Programas de conscientização devem ser um processo contínuo, porém percebe-se que são realizadas com mais intensidade em datas festivas como o carnaval. Além disso, esses projetos concentram-se, principalmente, na cidade causando um déficit de informação no campo, e isso reflete o quanto as ações de esclarecimento precisam ser mais constantes e abrangentes.
A desatenção em relação a medicina preventiva é também outra causa, pois a realização de teste regulares proporciona às pessoas maiores chances de conhecer seus problemas e tratá-los precocemente. Contudo, a maioria dos brasileiros não possui o hábito de usar esse tipo de recurso e aliado a isso, campanhas que realizem exames para detecção de DST’s não são frequentes e muito acessíveis. Isso acarreta a maior possibilidade de transmitir ou contrair doenças, especialmente, por aqueles que optam não fazer uso da camisinha.
Entende-se, portanto, que é necessário um conjunto de medidas para combater o grave aumento de pessoas com doenças sexualmente transmissíveis. A primeira, seria a parceria entre Ministério da Saúde e fabricantes de camisinha para chamar atenção das pessoas sobre a importância do uso de preservativos, através de comerciais e propagandas nos mais diversos meios de comunicação. Outra medida pertinente seria campanhas de testes para detecção de HIV e outras patologias venéreas realizadas pelas Secretarias de Saúde dos Estados. Isso faria com que as pessoas descobrissem o diagnóstico mais cedo e procurassem tratamento aumentando as chances de cura e evitando a transmissão. Além disso, a ação de ONG’s diretamente em comunidades, especialmente em áreas mais pobres e da zona rural, ajudaria a disseminar a informação sobre os métodos preventivos.