O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 25/10/2017
Segundo o Thomas Hobbes, o homem é o lobo do homem. Nesse contexto, o aumento do número de infectados por doenças sexualmente transmissíveis, apesar das maiores informações a respeito dos riscos de ser fazer sexo desprotegido, é um exemplo de como o homem pode ser o seu predador e configura um alarmante problema de saúde pública.
Vale ressaltar que a tendência de aumento das doenças sexualmente transmissíveis acontece porque as pessoas não estão usando preservativo. De acordo com a Universidade Federal de São Paulo, 40% das pessoas fazem sexo desprotegido. Ainda, doenças tratadas com antibióticos, como sífilis e gonorréia, correm o risco de se tornarem intratáveis — aumentando as consequencias de se contrai-las.
Ademais, a falta de informação dos riscos das relações sexuais sem proteção, principalmente entre os jovens, e a dificuldade de reconhecer os sintomas configura um grande risco para a sociedade: pessoas infectadas, que não sabem que são portadores de alguma doença, continuam fazendo sexo desprotegido e, consequentemente, proliferando as DSTs. Destarte, a qualidade de vida dessa parcela da população fica comprometida já que existe doenças, como o HIV, são irreversíveis.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter o aumento de infectados por DSTs no Brasil . Nesse contexto, o Ministério da Educação deve promover em escolas, através de cartilhas e palestras com infectados por DSTs, a informação sobre os riscos do sexo desprotegido com o objetivo de conscientizar os mais jovens já que, segundo o Ministério da Saúde, o número de infectados neste grupo teve um crescimento superior a 100%. Além disso, é necessário a distribuição de preservativos em comunidades de baixa renda e, parceria com líderes locais, promover debates sobre os riscos das DSTs para garantir que a informação chegue a todos os setores da sociedade.