O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 25/10/2017
Quando um indivíduo pensa que está a exercer a correta soberania sobre o seu corpo, paradoxalmente, há o aumento de infectados por DSTs. Essa contradição, portanto, é justificada pelo egoísmo do ser humano diante do prazer e pela formação moral falha que a escola fornece a seus alunos.
Primeiramente, as pessoas não tendem a considerar as consequências de uma atitude equivocada. No ato sexual, os indivíduos priorizam pelo prazer máximo, e esse tipo de comportamento faz com que homens e mulheres abram mão da segurança. De acordo com a pesquisa da empresa Gentis Panel, 52% dos brasileiros nunca ou raramente usam preservativos, isso se deve à falta de conscientização e à sensação de inatingibilidade, que expõe metade da população à suscetibilidade das doenças.
Além da visão individual, instituições de ensino pouco colaboram com a instrução para o sexo protegido. Escolas simplesmente abordam a sexualidade como tabu e, por isso, os ensinamentos didáticos não passam de cenas de constrangimento, nas quais os alunos não aprendem doenças e suas formas de prevenção, culminando num total de 10 milhões de infectados, segundo o Ministério da Saúde.
Logo, torna-se evidente que é preciso reverter a problemática e alterar o panorama atual, para que assim o indivíduo possa e saiba exercer a soberania plena sobre seu corpo. Para isso, é necessário que a escola adeque-se para as aulas de educação sexual, detalhando maneiras de contrair DSTs, com aulas práticas e palestras, alertando estudantes sobre a gravidade e a complexidade do problema. Outrossim, é imprescindível que as secretarias de saúde divulguem, por meio da mídia televisiva, cartilhas e propagandas, incentivando a sociedade ao uso de preservativos e informando-a sobre sintomas, transmissão e profilaxia.