O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 19/10/2017
A Globalização permitiu ao homem aumentar a interação com todos os hemisférios do planeta. Com isso, houve um grande compartilhamento de informações e pesquisas, consequentemente, um grande desenvolvimento nas áreas da saúde. Hoje, o Brasil passa por problemas com o aumento de infectados por DSTs, esse acréscimo é retrógrado e deve ser parado. Nesse contexto, há dois fatores que contribuem para esse crescimento que são tanto a banalização das doenças, como a falta de informação sobre elas.
É indubitável que a falta de seriedade diante das enfermidades tem contribuído para o retrocesso em questão. Uma das causas pode ser explicada por uma teoria de Durkheim, que diz que o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar. Ou seja, quando um certo grupo de jovens pensa que as DSTs são todas inofensivas e curáveis há uma menor prevenção na prática sexual. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 20% dos jovens acham que a AIDS tem cura, outros 60% afirmaram fazer sexo sem proteção. Assim, é preciso mudar esse desconhecimento para que esses males se reduzam.
Ademais, outro fator enormemente responsável é a falta de educação sexual nas escolas. Com o aprimoramento das comunicações, houve também uma facilitação na conquista de parceiros sexuais. Entretanto, devido à falta de informação sexual na educação de base contribui para que se dissemine ignorância e falte prevenção no país. Isso se mostra evidente quando na campanha contra DSTs realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria do cantor Pablo Vittar, que é transexual, recebeu diversas manifestações relativas a não necessidade do uso de preservativo já que ele não engravida, mostrando grande desinformação nos momentos atuais. Dessa forma, percebe-se a necessidade de informações básicas sobre o uso do preservativo.
Urge, portanto, que avancemos também na área de saúde pública para resolver essa problemática com efetividade. Para isso, o Ministério da Educação deve adicionar a grade curricular obrigatória do ensino médio público e privado, a matéria Doenças Sexuais, nela será abordado ao longo dos 3 anos em aulas mensais, trabalhos mensais sobre as principais DSTs seus sintomas e como prevenir-se, dessa forma haverá tamanha redução de casos nessa faixa etária. Além disso, é preciso que o Ministério da Saúde em consonância com a Mídia, crie propagandas que disseminem informações, em horário novelesco, sobre as principais doenças que atingem os adultos entre 20 e 40 anos e também ensinar sobre as principais medidas profiláticas contra elas. Somente assim, será possível frear o avanço dessas patologias no Brasil.