O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 20/10/2017
As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são aquelas propagadas principalmente através de relações sexuais sem uso do preservativo, também podendo ser disseminada de forma congênita na gestação e através do compartilhamento de seringas ou agulhas contaminadas. O principal desafio no combate as DSTs é a negligência com o uso da camisinha que é atribuído à diminuição da preocupação ou do descuido da população, mediante ao aumento no número de infectados, urge a necessidade de medidas intervencionais.
Usar preservativos em todas as relações sexuais (oral, anal e vaginal) é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão das DST, outra forma de infecção pode ocorrer pela transfusão de sangue contaminado ou pelo compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis. A Aids e a sífilis também podem ser transmitidas da mãe infectada, sem tratamento, para o bebê durante a gravidez ou no parto. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 2,5% da população brasileira sexualmente ativa já foi contaminada em alguma ocasião por essas enfermidades, o que, numericamente, representa aproximadamente 5 milhões de pessoas.
Na esteira do processo de aumento da transmissão das DST´s, alude-se à displicência e à falta de informação, principalmente entre os jovens, dos riscos nas relações sexuais sem proteção. Isso porque, de acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, cerca de 60% das pessoas não utilizam preservativos, sendo que grande parcela não reconhece os sintomas, como o da sífilis, ou não entendem a irreversibilidade da AIDS, como exemplos. Destarte, a precoce irresponsabilidade comportamental da juventude brasileira torna-se um fator determinante para o desenvolvimento ideal, posto que coloca em xeque a qualidade de vida.
Diante das elevadas taxas de contágio das DSTs, em meio a essa conjuntura, é ideal o compartilhamento de responsabilidades entre o Poder Público, escolas e mídia. O Ministério da Saúde, na pessoa do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, deve orientar projetos que promovam a informação em ambientes públicos, centros médicos e educacionais, por meio de cartazes educativos e orientações médicas, além de implementação de máquinas de preservativos nas escolas públicas e postos de saúde. Em adição à essas medidas, é imprescindível o engajamento da mídia com a criação de campanhas publicitárias desenvolvendo o tema e alertando para os perigos, assim provocando debates. As escolas precisam estimular a mudança de comportamento dos jovens com seminários especializados e palestras, com orientação psicopedagoga aos alunos e às famílias. A articulação dessa pluralidade é impreterível para a otimização das relações interpessoais.