O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 21/10/2017
DSTs, doenças da conformidade
Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano nasce livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o avanço das redes sociais, recai sobre o homem o compromisso de manter a solidez nas relações sociais. No século XXI, a preocupação com o aumento de infectados por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) torna-se uma contrariedade para o país. Dado que essa propagação não é provocada devido à ausência de informação ou por falta de acesso a preservativos, mas pela irresponsabilidade e imoralidade da população.
Constata-se, pela Organização Mundial de Saúde, que cerca de 2,5% da população sexualmente ativa brasileira já foi infectada por alguma DST. Esses dados, desde os anos 90, sofrem constante aumento em virtude do avanço da medicina em proporcionar diagnósticos àqueles que recebiam sentenças de mortes como os coquetéis anti-Aids, diminuindo a prevenção, principalmente dos jovens. Dessa forma, as pessoas por não temerem as doenças diminuíram os cuidados com a prevenção, apesar de serem distribuídos gratuitamente preservativos em todos os postos de saúde, agindo imoralmente durante as relações sexuais.
No entanto, embora tendo uma queda no uso de preservativos, é evidente a luta governamental em proporcionar campanhas e palestras nas escolas e comunidades acerca de um esclarecimento sobre DSTs. Todavia, a população mesmo disponibilizada de grande fluxo de informação insiste em ser irresponsável, acarretando um maior número de infectados e a banalização do vírus HIV. Tal irresponsabilidade que proporciona o crescente número de gravidez indesejável e da lastimável população soro positiva que, além de serem submetidos a fortes medicamentos, sofrem preconceitos e exclusão.
O combate à contrariedade citada inicialmente, a fim de conter a conformidade da população em relação as DSTs deve ser efetivo, uma vez que a irresponsabilidade e imoralidade proporciona inúmeros problemas para os infectados. Sendo assim, desde que haja parceria entre governo, comunidade e família, será possível amenizar o frequência das doenças. Percebe-se que cabe ao Estado intensificar as políticas de prevenção, como também as mídias produzirem propagandas publicitárias, assistindo, enfim, a comunidade mudarem seus comportamentos. Vale lembrar que nenhum momento a população deve se conformar com o não uso de preservativos, uma vez que “o pior mal é aquele ao qual nos acostumamos”. (Sartre)