O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 25/10/2017

As frequentes epidemias de Aids na segunda metade do século XX deixaram o mundo em alerta para as doenças sexualmente transmissíveis. No entanto, o advento da medicina nas formas prevenção e tratamento  parece não ter sido suficiente para combater essas doenças que ainda configuram-se um sério problema de saúde pública.

Primeiramente, cabe destacar que o sexo por si só já é tratado como tabu e quando é associado a doenças configura-se em um impasse ainda maior. Não há dúvidas de que todos, pelo menos em algum momento da vida, já ouviram falar dos riscos de transar sem preservativo, entretanto o único risco que é analisado na prática, pela maioria da população, é a gravidez. A prova disso é a recente campanha feita pelo governo em parceria com a drag queen Pabllo Vittar, fazendo com que muitos internautas não intendessem o uso do preservativo ao longo do clipe, já que Pabllo não poderia engravidar.

Atrelada com a banalização da informação, têm-se o mantido o mesmo estereotipo da década de 70/90, onde os portadores de DSTs eram pessoas extremamente debilitadas. Com esse falso retrato em mente e o sentimento de “Isso nunca vai acontecer comigo” o uso de preservativo é  dispensado em quase todas as relações, fazendo com que 40% dos jovens mantenham contato sexual sem uso de preservativo, segundo o Ministério da Saúde.

Portanto, é evidente que que para combater essa nova epidemia faz-se necessária uma ação interdisciplinar. Os Ministério da Saúde deve intensificar ainda mais ações que visem a prevenção de doenças, como a distribuição de preservativos em locais públicos e mutirões para a realização de exames , visando diminuir a transmissão das doenças. A escola, com seu papel e formação cidadã, deve promover círculos de diálogos com os jovens sobre sexualidade, afim de superar esse tabu e ensinar os jovens maneira eficiente  sobre importância do uso de preservativos.