O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 16/03/2024
Zygmunt Bauman defende que “não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Entretanto, não é possível verificar uma reação interventiva no aumento de infectados por DST no Brasil. Esse é um problema que afeta principalmente os jovens entre 20 e 24 anos e coloca em risco a vida de milhares de brasileiros. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo obstáculo, que se enraíza na formação familiar em falhas na base escolar.
Nesse cenário, em primeiro plano, é preciso atentar para a formação familiar presente na questão. Para Talcott Parsons, a família dá início a formação do indivíduo, que vai exercer papeis na sociedade. Porém, tal formação por vezes é falha no que diz respeito a sexualidade, resultando em jovens desinformados ou pouco conscientes dos ricos de contágio e transmissão das DTS. Assim, a partir da perspectiva Personiana, é preciso responsabilizar a instituição familiar pelo problema.
Em paralelo, falhas na base escolar são um entrave no que tange ao problema. Para Kant “é no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. De fato, a educação tem sido problemática quanto ao aumento de casos de DST no Brasil, visto que questões como essa, no geral, são pouco trabalhadas no âmbito escolar, muitas vezes sendo vistas como sem importância ou como tabu. Assim, urge uma mudança na educação para que tal aperfeiçoamento aconteça.
Portanto, é imprescindível atuar sobre o problema. Para isso, o MEC deve criar um treinamento para professores, por meio de aulas sobre como abordar em sala as formas de contágio e prevenção das DST, a fim reverter a lacuna educacional que impera. Tal ação pode, ainda, conter planos de aula e materiais de apoio. Paralelamente, é preciso intervir sobre a formação familiar presente no problema.