O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 27/10/2017
Descuidada, desprevenida e relaxada, essas são algumas expressões que definem a atual situação de grande parte da sociedade brasileira que, em virtude da falta de conscientização e da mudança do comportamento sexual, é acometida por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Há quem acredite que o número de infectados por tais doenças reduziu com o passar dos anos, tornando-se despreocupantes, outros, no entanto, consideram os atuais índices de infectados, extremamente, preocupantes. Em uma análise aprofundada da situação, observa-se que o número de infectados por DSTs aumentou consideravelmente no Brasil, realidade que deve ser combatida.
Outrossim, há quem considere que com o aumento do número de informações sobre as DSTs, que circulam nas mídias e nas redes sociais, o índice de infectados tenha reduzido, visto que um dos principais agravantes para a disseminação de tais doenças no século XX foi a falta de informação sobre as formas de contágio e prevenção. Entretanto, há de se considerar que ao contrário do esperado, o número de infectados por tais doenças, segundo dados do Ministério da Saúde, aumento substancialmente entre 2005 e 2015, principalmente entre os jovens entre 20 e 24 anos. Tal situação é decorrente da falta de consciência desse grupo sobre os riscos de tais doenças, uma vez que com o desenvolvimento de medicamentos para certas DSTs como a sífilis e gonorréia, essa classe de doenças tornou-se erroneamente banalizada, gerando assim, um falso sentimento de segurança.
Além disso, vale destacar que outro importante agravante para o aumento do número de casos de infecção por tais doenças é a mudança de comportamento sexual dos jovens brasileiros, pois, assim como demonstrado por dados da pesquisa de conhecimentos, atitudes e práticas da população, mais de 44% dos jovens entre 15 e 24 anos não se protege durante o ato sexual e cerca de 19,5% deles fizeram sexo com mais de 5 parceiras no ultimo ano. Dessa forma, tal realidade cria um cenário ideal para o aumento do número de casos de DSTs e a persistência de tais doenças.
Torna-se evidente, portanto, que a falta de consciência dos jovens e a mudança do comportamento sexual desse grupo, representam agravantes para o aumento do número de casos de DSTs e devem ser combatidos. Cabe ao Ministério da Saúde realizar campanhas voltadas ao público jovem, visando reforçar a importância do uso de preservativos e da realização de testes para DSTs. Compete ao Ministério da Educação realizar debates em escolas de ensino médio e em faculdades sobre os atuais índices de tais doenças, visando socializar nesses jovens a importância do uso dos preservativos. Além disso, compete à Mídia, por meio de campanhas e peças publicitárias, estimular reflexões sociais sobre as DSTs, visando quebrar a visão banalizada atribuída a tais doenças nos últimos anos.