O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 28/10/2017
No limiar do século XXI, a contemporaneidade, marcada pelo advento do viés tecnológico e pela remodelação das relações interpessoais, permitiu o avanço da medicina com a consolidação de diversas medidas preventivas e anticoncepcionais. No entanto, a conflituosa adequação dos indivíduos quanto à proteção sexual contribuiu para a alta incidência das doenças sexualmente transmissíveis, configurando um alarmante problema de saúde pública.
Convém destacar que a segurança passada pela diversidade e modernidade dos tratamentos, o que, de certa maneira, tranquiliza a juventude e estimula o pouco cuidado com a transmissão. O fato de os avanços científicos terem proporcionado uma qualidade de vida maior aos indivíduos portadores do vírus ameniza os perigos da aids e, na sociedade de hoje, ofusca a cura ainda impossível. Poder conviver com a doença, para os jovens, é um sinal de que as consequências se tornaram comuns, o que banaliza uma enfermidade que não é crônica como as outras, mas que mata e precisa ser evitada.
é importante perceber que o fato de a sociedade não falar abertamente sobre a DSTs, atualmente, gera consequências nocivas à saúde coletiva. Isso porque a falta de divulgação de casos, meios de transmissão e, principalmente, tratamentos torna a doença, de certa forma, menos importante e a deixa fora da preocupação dos jovens. Nesse sentido, de acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, cerca de 60% das pessoas não utilizam preservativos, sendo que grande parcela não reconhece os sintomas, como o da sífilis, ou não entendem a irreversibilidade da AIDS, como exemplos. Ademais, Segundo o presidente do Fórum de ONGs Aids, Rodrigo Pinheiro, mostra que a campanha precisa ser diária, chamando as pessoas ao debate e, principalmente, mostrando as consequências de relações sexuais sem qualquer prevenção.
Torna-se evidente, portanto, os problemas relacionados ao aumento das doenças sexualmente transmissíveis. A essa conjuntura, é primordial que as responsabilidades sejam compartilhadas entre o Poder Público, escolas e mídia. O Ministério da Saúde deve orientar projetos que promovam a informação em ambientes públicos, centros médicos e educacionais, por meio de cartazes educativos e orientações médicas, além de implementação de máquinas de preservativos nos postos de saúde. As escolas poderiam criar programas de conscientização e implantar disciplinas de educação sexual que, em seus programas, discutissem a questão da doença. A articulação dessa pluralidade é impreterível para a otimização das relações interpessoais.