O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 29/10/2017
O aumento “invisível”
As DSTS existem há milênios, porém seu debate se intensificou durante as décadas de 80 e 90, com o aparecimento da AIDS, que vitimou milhares. Eles eles estão figuras de destaque no cenário musical brasileiro, como Cazuza e Renato Russo. Contudo, atualmente se tem a falsa ideia que esse mal foi superado, o que favorece a alta na taxa de proliferação.
Em 1996 a medicina chegou ao coquetel de remédios hoje utilizado no tratamento dos infectados pelo vírus HIV. Com isso, o diagnóstico da doença deixou de ser uma pena de morte e aos infectados proporcionou agir como a maior parte dos portadores de doenças venéreas, que omitem sua condição frente a sociedade. Essa negação é motivada, principalmente, pela vergonha de possuir uma doença sexualmente transmissível em uma sociedade em que sexo é um tabu.
Em consequência dessa falta de visibilidade, nos últimos anos se falou menos sobre o assunto e foi estabelecido uma falsa segurança, da população, em relação ao controle de DSTS; que findou no aumento no número de casos. Principalmente entre os jovens, mais suscetíveis a fazer sexo sem proteção e ter múltiplos parceiros.
Para solucionar o caso, os Governos Estaduais de todos os entes da federação devem realizar uma campanha online em que divulguem os dados recentes sobre o aumento de infectados, com o intuito de lhes conceder visibilidade. Além disso, é imprescindível a inclusão, pelas escolas, de aulas de saúde sexual em seu currículo a partir dos anos finais do ensino fundamental e que o núcleo familiar desconstrua o conceito de sexo como tabu na criação dos filhos. Para mitigar o problema é necessário tornar sua existência conhecida.