O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 30/10/2017
Após a epidemia de AIDS, nos anos 1980, as DST’s readquiriram importância como problemas de saúde pública. Todavia, apesar de existirem políticas preventivas, o número de casos dessas doenças aumenta. Além disso, portadores de algumas dessas patologias são discriminados. Nesse contexto, é necessário que profissionais de saúde e a comunidade, de maneira geral, acolham esses indivíduos com dignidade e sem preconceitos.
Segundo Freud é difícil conciliar as exigências do instinto sexual com as da civilização. À visto disso, baseados numa interpretação inadequada, a maioria dos jovens acreditam que estão imunes a qualquer doença. Logo, não se protegem e enquadram-se em grupo de risco. Sendo assim, esses indivíduos não adotam medidas preventivas. No entanto, nos últimos anos, doenças consideradas de baixa incidência tiveram um aumento significativo como a gonorreia e sífilis.
Ademais, é necessário que os cidadãos infectados sejam atendidos com qualidade e de maneira humanizada. Entretanto, lamentavelmente, existem muitos profissionais despreparados. Acerca disso, muitos não atendem com respeito, mas com constrangimentos. Dessa forma, o número de notificações desses casos têm diminuído em decorrência da falta de acolhimento e humanização nos atendimentos em saúde.
Portanto, são necessárias ações que tornem as leis já existentes mais resolutivas. Posto isso, é imprescindível que setores como o governo, centros de saúde, escolas e ONG’s trabalhem juntos. Para isso, o governo deve oferecer recursos e estimular a capacitação dos profissionais de saúde. Por sua vez, os serviços em saúde bem como seus profissionais, devem realizar exames de rápido diagnóstico além de busca ativa nas regiões de maior vulnerabilidade. As escolas, em parceria com as ONG’s, devem organizar eventos educativos gratuitos, em praças públicas para toda a população, principalmente aos jovens, estimulando-os a adorem estilos de vida mais saudáveis.