O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 02/11/2017

Os escritores realistas do século XIX buscavam em suas obras denunciar as questões sociais da época. Analogamente, no Brasil do século XXI, percebe-se a mesma necessidade de abordar tais temas de maneira objetiva, dado que o aumento de casos de infectados por doenças sexualmente transmissíveis no país necessita ser combatido. Diante disso, medidas responsáveis por alterar essa situação são imprescindíveis, uma vez que ela ocasiona malefícios para a sociedade tupiniquim.

Em primeira instância, é crucial considerar que o povo brasileiro se encontra alheio aos danos acarretados pelas DSTs, principalmente por não terem conhecimento dos sintomas destas. Nesse sentido, é perceptível uma falha nos recursos midiáticos, bem como na educação, no que tange mostrar às pessoas as complicações irreversíveis desse entrave social, como é o caso da aids, que não tem cura e torna o organismo do indivíduo mais vulnerável a outras doenças. Consequentemente, muitos não buscam ajuda para se curarem por não saberem que estão infectados. Mediante o exposto, fica evidente a necessidade de educar a população os diversos sintomas das DSTs.

Ademais, ressalta-se o uso inadequado dos preservativos durante as relações sexuais, especialmemente pelos jovens. Em face a essa realidade, é fato que o avanço científico advindo da Terceira Revolução Industrial possibilitou o desenvolvimento da medicina e a consequente criação de diversos métodos contraceptivos. Nesse sentido, as pessoas substituem a camisinha, um meio eficaz de se evitar a gravidez, pelo uso de pílulas anticoncepcionais e até mesmo de recursos cirúrgicos, porém não se atentam para a essencialidade de se prevenirem não apenas de uma gravidez inesperada, mas também das DSTs. Com efeito, o número de infectados por estas crescem drasticamente no país, prova disso são os dados recentes fornecidos pelo Ministério da Saúde (MS) que contabilizam mais de 227 mil casos de sífilis.

Destarte, fica nítido que o dilema em questão carece mudanças. Inicialmente, na perspectiva de fazer com que a população conheça os sintomas das doenças sexualmente transmissíveis cabe ao MS fazer parceria com as Secretarias de Educação dos municípios, para que estas promovam palestras e distribuam cartilhas informativas nas escolas acerca do assunto. Dessa forma, os jovens, cientes dos sinais de cada doença, estarão mais propensos a procurarem auxílio no caso de estarem contaminados. Além disso, é interessante que o Governo Federal, juntamente com as Secretarias de Saúde, invista cada vez mais na distribuição gratuita de preservativos. Isso pode ser feito a partir de iniciativas semelhantes às máquinas de distribuição de camisinhas implantadas no Parque Olímpico do Rio, durante os jogos de 2016.