O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 30/10/2017
Posto como um dos grandes ícones do mundo contemporâneo, a camisinha é uma das mais antigas formas contraceptivas criadas pelo homem. Tendo seu auge industrial durante a Revolução Francesa devido à caótica Teoria Malthusiana, o preservativo, hoje, não serve apenas para evitar a gravidez. Sob esse viés, é notório que o número de infectados por DSTs é crescente sendo assim, motivo de discussão na sociedade. Nesse sentido, é preciso entender suas verdadeiras causas para solucionar esse problema.
A princípio, é possível perceber que essa circunstância deve-se a questões sociais. Isso ocorre, entre outros motivos, pela falta de informação, principalmente entre os jovens, dos riscos nas relações sexuais sem proteção. Isso é afirmado, pois segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, apenas 56,6% dos brasileiros entre 15 e 24 anos usam camisinha com parceiros eventuais. Além disso, cabe concedermos uma parcela de responsabilidade à mídia, que mostra-se falha ao tratar dessa questão entre os veículos de comunicação atuais, como exemplifica Rosieli Tardeli, diretora-executiva da Agência Aids que afirma que falta criatividade nas campanhas, ponto que evidencia falhas nos elementos contra o aumento de DSTs.
De outra parte, vale ressaltar que parte do problema vêm do descrédito que muitas pessoas atribuem as doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids. É preciso deixar claro que o impacto que a Aids tinha anos atrás mudou, mas que o vírus HIV e sua gravidade permanece o mesmo. Apesar das taxas de mortalidades terem caído, ainda é uma doença incurável que atinge milhares de brasileiros todos os anos. Ademais, é importante salientar que outras doenças como a Sífilis, HPV, Gonorreia, Herpes Genital e a Hepatite B ou C ainda são uma realidade alarmante no país e precisam de atenção.
Portanto, medidas cujo o objetivo seja reverter esse quadro são cabíveis. É dever do Poder Público, da mídia e das escolas trabalharem simultaneamente no combate. Dessa forma, cabe ao três agentes interventores a criação de campanhas criativas que atendam a população no geral, em especial os jovens, assim como foi feito nas Paraolimpíadas de 2016, durante a campanha #CloseCerto. Assim, por meio das mídias sociais e de palestras e debates nas escolas públicas e privadas, os jovens se tornarão seres mais conscientes na luta contra essas doenças. Além disso, por parte do Poder Público, faz-se necessário a criação de postos públicos nas periferias e nos lugares nos quais a informação acerca desse tema não é disseminada de forma eficaz, com a finalidade de melhor informar e oferecer preservativos para aqueles que antes não tinham um bom acesso. Afinal, não é com a Teoria Malthusiana que devemos nos preocupar e sim, com a saúde da Nação.