O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 01/11/2017
Muito famoso nos anos de 1980, o cantor Cazuza sofria de um mal que desencadeou sua morte por questões infecciosas: a Aids. Esse infeliz episódio permite reflexões acerca do inaceitável fato em curso no Brasil: o aumento de infectados por doenças sexualmente transmissíveis. Dessa forma, pode-se alegar que uma disseminada mentalidade social é o verdadeiro motivo do problema, bem como observar que isso tende a impulsionar prejuízos aos afetados por esse contexto.
De início, nota-se o pensamento de que são raras as chances de contaminação como principal meio de manutenção do contratempo. Muitas vezes motivados por esse princípio ilusório, jovens e adultos têm relações com seus parceiros sem utilizar de segurança necessária. Não é à toa, por conseguinte, que mais de 40% dos jovens não se protejam quando praticam sexo - mesmo quando é causal-, segundo dados de 2016 da Pcap. Logo, não são exceções os casos em que pessoas contraem patologias indesejadas. Percebe-se, assim, que grande parte da população não se previne contra problemas adquiridos por meio de atos íntimos, o que urgentemente deve ser mudado, porquanto é incoerente consentir com um uma realidade que vem elevando o número de malefícios na sociedade.
Nesse sentido, ainda convém compreender que, para o filósofo Platão, o importante não é simplesmente viver, mas ter uma rotina com qualidade de bem-estar. A problemática, contudo, tende a romper esse louvável fundamento, haja vista os danos causados pelas doenças. Dessa maneira, vê-se que os sintomas, às vezes, são muito mais do que impasses passageiros, pois ainda há microrganismos incombatíveis. A aids e a sífilis, por exemplo, além de poderem ser duradouras, proporcionam prejuízos em vários sistemas corporais, como o nervoso, e também influem na morte do indivíduo. Assim sendo, a conscientização e a criação de eficientes complexos de apoio ás vítimas são formas de combate ao revés em questão, de modo a preservar o importante bem-estar populacional.
Esse panorama, portanto, é advindo de uma imatura mentalidade social e ocasiona malefícios. Para resolver isso, por meio de palestras ou por programas de entretenimento que debatam sobre o assunto, cabe às escolas e à mídia uma intervenção bimestral de maneira a educar os brasileiros - ora por mostrar casos de pessoas que passaram por situações difíceis em virtude de doenças sexuais, ora por evidenciar as danosas consequências desse grande contratempo. Acresce, ainda, que ao Ministério da Saúde compete a tarefa de, por meio da criação de um programa que ofereça urgência em consultas médicas, dar o apoio necessário a todos os afetados pelo problema - o que ajudaria a diminuir o sofrimento pelo qual passam os pacientes. Destarte, se efetivadas essas medidas, serão raras as notícias que veicularão tristes eventos como o de Cazuza.