O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 02/11/2017
Dentre as metas da Agenda 2030, compromisso do qual o Brasil faz parte, encontram-se a promoção da saúde plena e do bem-estar social. No concernente a tais metas, ainda há um logo caminho a ser percorrido por esta nação para que elas possam ser atingidas, especialmente no que tange às Doenças Sexualmente Transmissíveis, uma vez que o número de acometidos por essas patologias é crescente na nação. Diante disso, é válido dizer que o aumento em questão deriva de um abismo na formação do indivíduo e se reflete de forma nefasta na sociedade, sendo necessário remedia-lo.
Primeiramente, cabe deizer que o desconhecimento acerca dos riscos que o sexo sem prevenção traz consigo é uma das raízes do problema. Nessa acepção, é cabível resgatar o pensamento do filósofo Sócrates: segundo o ateniense, a ignorância leva ao erro. À vista disso,o ínfimo papel da escola na difusão do conhecimento acerca do sexo seguro corrobora a permanência do indivíduo nesse estado de ignorância, uma vez que esta forma cidadãos pouco capazes de se prevenirem contra doenças de simples profilaxia. Sob essa conjectura, é evidente que uma brecha no sistema de ensino é capaz de trazer consequências bastante negativas à sociedade.
Dentre essas consequências, encontra-se o aumento do número de infectados por DSTs. A esse respeito, uma pesquisa feita pelo MS ( Ministério da Saúde ) e divulgada em um especial do GloboNews sobre a Sífilis mostrou que, de 2012 para 2015, a incidência dessa doença no Brasil cresceu em 5000%. Dados como esse apontam para a seriedade de um problema o qual é tratado de forma banal pela sociedade, visto que boa parte desta deixa de lado os mecanismos de proteção durante o ato sexual. Dessarte, é preciso que se difunda na população o conhecimento acerca da prevenção contra DSTs, com o fito de reduzir o número de infectados no País.
Urge, portanto, que a escola e a mídia sejam os protagonistas na redução do número de acometidos pelas doenças em questão no Brasil. Para esse fim, cabe ao MEC aperfeiçoar os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio, o que deve ocorrer mediante a inclusão da matéria de Saúde Básica na grade de ensino. Nessa matéria, os alunos irão aprender sobre a importância do uso da camisinha e também sobre as DSTs, a fim de preencher o abismo supracitado e estimular a prevenção. Ademais, é dever das redes televisivas, com apoio do MS e por meio de peças publicitárias, levar à população recomendações de profissionais de saúde acerca do uso da camisinha na prevenção de doenças como a AIDS e a Sífilis. Somente assim, com a ação desses agentes, o Brasil encurtará o caminho a ser percorrido para atingir as metas da Agenda 2030.